Tesla Diner, restaurante drive-in da Tesla em Hollywood — Foto: Reprodução/Tesla
A curiosidade de comer em uma lanchonete que pertencente à pessoa mais rica do mundo parece ter passado. Segundo o The Guardian, menos de seis meses após a inauguração, o Tesla Diner, de Elon Musk, anda vazio.
Já não é mais possível encontrar o robô Optimus servindo pipoca ou filas de centenas de pessoas que davam a volta no quarteirão por horas. Até o chef estrela do restaurante, Eric Greenspan, formado pelo Le Cordon Bleu, deixou seu posto.
De acordo com The Guardian, em uma tarde de sexta-feira em dezembro, o estacionamento das vagas de recarga para carros Tesla estava pela metade. Dentro do diner “retrô-futurista”, poucas pessoas entravam pedindo hambúrgueres e cachorros-quentes ou perguntando por itens de merchandising. O deck superior, conhecido como “Skypad”, estava vazio, exceto por dois funcionários pendurando luzes de Natal. Havia mais funcionários trabalhando, polindo marcas de dedos nas paredes cromadas e recolhendo o lixo, do que clientes.
Robô Optimus servindo pipoca no Tesla Diner, restaurante drive-in inaugurado em Hollywood, em julho de 2025 — Foto: Getty Images
Quando o diner da Tesla abriu em julho, o estabelecimento atraiu multidões de fãs do bilionário e curiosos. Mas depois vieram os protestos anti-Musk no local. Greenspan e outros restaurantes da Califórnia que elogiaram o Tesla Diner enfrentaram reações negativas por apoiar Musk, já que o CEO da Tesla é visto como uma figura polarizadora, que doou milhões para campanha de Donald Trump e depois liderou o chamado Doge (Departamento de Eficiência Governamental), em uma passagem polêmica pelo governo.
Segundo o Los Angeles Times, Greenspan saiu do Tesla Diner para abrir um novo restaurante. Ele não disse publicamente por que saiu e não respondeu a um pedido de comentário do The Guardian. A Tesla também não respondeu a um pedido de comentário.
Além dos protestos, a lanchonete enfrentou reclamações de barulho dos vizinhos e clientes dizendo que os itens do cardápio frequentemente esgotavam ou, quando disponíveis, eram servidos murchos e frios. O diner também recebeu avaliações ruins de críticos gastronômicos. O cardápio era composto por clássicos de fast food, como um smash burger de US$ 13,50 — o “Tesla Giga Burger” — e um milk-shake de US$ 8, além de itens mais como as tiras de “Epic Bacon” glaceadas com maple por US$ 12 e um pequeno “Wagyu Beef Chili Cup” por US$ 8.
Uma vitrine com produtos da Tesla exibia uma miniatura de “Cybertruck levitando” por US$ 175 e um moletom preto com um gráfico do diner por US$ 95.
Musk fala sobre o conceito de um diner da Tesla no estilo anos 1950 em Los Angeles desde pelo menos 2018, como parte da ideia de oferecer comodidades a motoristas que precisam carregar seus carros elétricos. Quando abriu as portas no meio do ano passado, ele chamou a lanchonete de “um dos lugares mais legais de LA” e prometeu que, se o conceito desse certo, a Tesla abriria diners em grandes cidades do mundo.
Em outubro, a Tesla publicou no X que havia vendido 50 mil hambúrgueres desde a abertura — uma média de pouco mais de 700 por dia. Naquele mês, Musk afirmou que o diner era um sucesso e sugeriu que abriria outros perto dos escritórios da Tesla em Palo Alto e Austin. A Tesla ainda não anunciou nenhum plano formal de expansão.
À medida que o diner reduz suas ambições, algumas das reclamações dos clientes também diminuíram, segundo o The Guardian. O cardápio enxuto está totalmente abastecido, e a comida saiu quente e rápida naquela sexta-feira de dezembro.

