O presidente classifica a aprovação como "dia histórico"; tratado conecta 718 milhões de pessoas e PIB de US$ 22,4 trilhõesO presidente classifica a aprovação como "dia histórico"; tratado conecta 718 milhões de pessoas e PIB de US$ 22,4 trilhões

Lula comemora acordo entre Mercosul e UE após 26 anos

2026/01/10 02:38

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemorou nesta 6ª feira (9.jan.2026) o acordo aprovado entre o  Mercosul e a União Europeia depois de 26 anos de negociações. Lula classificou a conclusão como um “dia histórico para o multilateralismo”.

O acordo de livre comércio busca reduzir tarifas alfandegárias e facilitar o comércio de bens e serviços, além de incluir compromissos nos setores de propriedade intelectual, compras públicas e sustentabilidade ambiental.

Em seu perfil oficial no X, o presidente afirmou que o tratado entre os 2 blocos foi finalmente firmado depois de mais de 25 anos de negociações, sendo um dos maiores de livre comércio do mundo. 

O pacto comercial conecta regiões que somam aproximadamente 718 milhões de habitantes e representam um PIB conjunto estimado em US$ 22,4 trilhões, conforme dados divulgados pelo governo brasileiro.

Lula ressaltou a importância do acordo no atual cenário internacional, marcado pelo aumento de medidas protecionistas e ações unilaterais. Segundo o petista , o tratado sinaliza um compromisso com a defesa do comércio internacional, contrariando tendências isolacionistas observadas globalmente.

“É uma vitória do diálogo, da negociação e da aposta na cooperação e na integração entre países e blocos”, afirmou.

Embora o lado europeu já tenha chancelado a decisão, o processo de implementação ainda não está completamente finalizado. Existem resistências internas em alguns países do bloco, em especial a França, que precisarão ser superadas antes que o acordo entre efetivamente em vigor.

O tratado estabelece a simplificação de regras comerciais, redução de barreiras e maior previsibilidade nas relações econômicas entre os dois blocos. Para o Brasil, como integrante do Mercosul, o acordo representa uma oportunidade de expansão das exportações e atração de investimentos europeus.

O acordo ainda precisa ser assinado formalmente e ratificado tanto pelo Congresso Nacional quanto pelo Parlamento Europeu. Até as 13h desta 6ª feira (horário de Brasília), os países-membros da União Europeia puderam apresentar objeções ao texto. França, Polônia, Áustria, Irlanda e Hungria manifestaram oposição, enquanto a Bélgica optou por se abster.

Com o prazo encerrado, o documento segue para análise do Parlamento Europeu. Caso receba aprovação, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, assinará o acordo com o Mercosul. Inicialmente, era esperado que ela viajasse para o Paraguai na próxima 2ª feira (12.jan) para assinar oficialmente o acordo, mas o governo brasileiro informou nesta 6ª feira (9.jan) que não há ainda data e local para a formalização entre os blocos. 

O Paraguai assumiu a presidência rotativa do bloco sul-americano no lugar do Brasil em dezembro de 2025. Lula, porém, gostaria de ter protagonismo na conclusão do acordo. 

Celebração com Pedro Sánchez

Lula recebeu nesta 6ª feira um telefonema do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, em mais uma rodada de contatos internacionais conduzidos pelo Planalto. Os líderes saudaram a aprovação do acordo Mercosul-UE pelo Conselho Europeu. A conversa teve como pano de fundo o fortalecimento do multilateralismo e o novo cenário geopolítico. 

Os líderes também trataram da situação política na Venezuela. Segundo o Planalto, ambos ressaltaram a importância da declaração conjunta divulgada por Brasil, Espanha, Chile, Colômbia, México e Uruguai, que rejeita a divisão do mundo em zonas de influência e o uso da força nas relações internacionais sem respaldo da Carta da ONU (Organização das Nações Unidas).

Lula agradeceu o empenho do governo espanhol nas negociações entre Mercosul-UE e afirmou esperar que o acordo gere benefícios concretos para as populações dos 2 blocos. O Planalto diz que o presidente classificou a aprovação como um sinal positivo em defesa de regras comerciais previsíveis e estáveis.

Os líderes saudaram ainda o anúncio da libertação de presos venezuelanos e estrangeiros, entre eles 4 cidadãos espanhóis. A medida foi comunicada na 5ª feira (8.jan) pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, em Caracas.

Durante o telefonema, Lula confirmou o envio, nesta 6ª feira (9.jan.2026), de 40 toneladas de insumos e medicamentos de hemodiálise para recompor os estoques de um centro de distribuição atingido pelos bombardeios norte-americanos realizados em 3 de janeiro.

Os presidentes concordaram em organizar, nos próximos meses, na Espanha, uma nova edição do foro “Em Defesa da Democracia – Combatendo os Extremismos”. O encontro dará continuidade às reuniões realizadas anteriormente em Santiago e em Nova York.

Um dia antes do telefonema a Sánchez, Lula intensificou articulações diplomáticas sobre a situação na Venezuela. O presidente conversou também com líderes da Colômbia, México e Canadá.

Nas conversas, o Planalto reiterou preocupação com o uso da força na região e defendeu uma solução pacífica, negociada e alinhada ao direito internacional.

O governo brasileiro tem buscado se posicionar como articulador do diálogo regional e defensor da cooperação entre países. Evita discursos de confronto e aposta na integração econômica e política como eixo da política externa.

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