Uma autoridade iraniana afirmou que o número de mortes em quase duas semanas de protestos em todo o país é de aproximadamente 2.000. É a 1ª vez que uma estatística sobre quantas pessoas morreram tem como origem o governo, mas não há um detalhamento a respeito de quantos são civis e integrantes das forças de segurança do país. As informações são da Reuters.
A Hrana (Human Rights Activist News Agency) havia informado um balanço de 646 mortes, com um total de 10.721 presos. As restrições de comunicação, incluindo cortes de internet em várias regiões, dificultam a verificação independente dos dados e impedem uma avaliação mais detalhada do impacto humano e social das manifestações e da resposta estatal.
O governo iraniano tem atribuído a violência nos protestos a “terroristas”. Também culpa os Estados Unidos e Israel.
Na 2ª feira (12.jan.2026), imagens divulgadas por emissoras ligadas à TV estatal do Irã mostraram que milhares de iranianos foram às ruas em apoio ao governo. Trata-se de uma resposta à convocação feita pelo presidente Masoud Pezeshkian, que participou do ato na capital Teerã. Os manifestantes carregavam bandeiras do país e retratos do aiatolá Ali Khamenei.
O ato foi chamado de “marcha de resistência nacional”.
Trump disse em 10 de janeiro que os EUA estão prontos para ajudar os iranianos e que os manifestantes estão “vislumbrando a liberdade”. Horas depois, Teerã reagiu. O presidente do Parlamento do Irã declarou que o país vai revidar se for atacado. Citou que Israel e bases militares norte-americanas na região seriam os alvos.
No domingo (11.jan), o republicano afirmou a jornalistas que o Irã procurou os EUA. Afirmou que os iranianos querem negociar porque ficaram cansados de “apanhar” dos norte-americanos. Há a expectativa de uma reunião entre os 2 países, mas há também a possibilidade de Washington realizar algum tipo de ação contra os iranianos antes disso.
Os protestos no Irã tiveram início em 28 de dezembro de 2025. São motivados pela situação econômica do país, com desvalorização acentuada da moeda, inflação a 42,2% (dados de dezembro de 2025) e aumento dos preços de bens essenciais. Comerciantes e trabalhadores foram às ruas para exigir um alívio econômico.
Mais pessoas se juntaram à manifestação. Reivindicam reformas políticas e do sistema judiciário, mais liberdade e criticam o governo do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã. O Irã reagiu. De acordo com informações da Hrana, agentes usaram armas de fogo e gás lacrimogêneo para reprimir as manifestações. O acesso à internet foi cortado em 9 de janeiro.
Khamenei chama os manifestantes de “sabotadores”.
Veja imagens dos protestos no Irã (1min19s):

Longevidade Getty Images Nunca se falou tanto em longevidade. À medida que a expectativa de vida aumenta, o desafio deixa de ser apenas viver mais e passa

