O fundo imobiliário SNEL11 encerrou novembro com desempenho superior aos principais benchmarks, amparado por reajustes tarifários nas regiões de atuação que supO fundo imobiliário SNEL11 encerrou novembro com desempenho superior aos principais benchmarks, amparado por reajustes tarifários nas regiões de atuação que sup

SNEL11 supera inflação e distribui dividendos com retorno de 15,11%

2026/01/21 20:05

SNEL11 supera inflação e distribui dividendos com retorno de 15,11%

O fundo imobiliário SNEL11 encerrou novembro com desempenho superior aos principais benchmarks, amparado por reajustes tarifários nas regiões de atuação que superaram a inflação oficial em mais de três pontos percentuais. Esse descasamento positivo reforça a proteção da receita real do portfólio e resultou em montante distribuível aproximado de R$ 4,6 milhões.

A gestão também avaliou o último ciclo de reajuste previsto para 2025, relativo à Equatorial Goiás, programado para outubro, balizando expectativas para a estratégia do fundo.

O estudo comparativo confrontou a evolução das tarifas energéticas com o IPCA acumulado em 12 meses, confirmando a tese de geração distribuída como vetor de resiliência do SNEL11. Na frente comercial, o fundo firmou duas novas locações com a NUV Energia, contemplando as usinas Catena e Malbec, concluindo a substituição da Matrix, que apresentava desempenho aquém do esperado.

A NUV apresentou expansão acelerada de ocupação nas praças em que opera, fato visto pela gestão como catalisador de estabilidade contratual.

Desempenho operacional do SNEL11

Operacionalmente, o portfólio manteve consistência na geração total e no índice de eficiência MWh/MWp. Houve normalização da UFV Pains após reparos decorrentes de furto de cabos, e avanço no ramp-up técnico da UFV São Bento Abade, aproximando a performance dos patamares projetados. Como contraponto, vandalismo em uma cabine da UFV Angra afetou negativamente a geração no mês, um evento não recorrente sob monitoramento

Em proventos, o SNEL11 anunciou distribuição de R$ 0,10 por cota, equivalente a dividend yield anualizado de 15,11% com base no preço de fechamento de novembro. Terão direito ao rendimento os cotistas posicionados até 15 de dezembro, data-base definida. No secundário, as cotas encerraram a R$ 8,48 (máxima de R$ 8,55 e mínima de R$ 8,39), gerando retorno total mensal de 2,15% ao somar valorização e proventos.

No comparativo, o CDI acumulou 2,15%, o IPCA avançou 0,18% e o benchmark do fundo (IPCA + 7% a.a.) variou 0,75%. A performance ficou alinhada aos juros nominais e acima da inflação, reforçando a tese do veículo. O volume financeiro atingiu R$ 30,3 milhões, com média diária de R$ 1,59 milhão, demonstrando liquidez relevante.

Por fim, a estratégia do SNEL11 permanece focada em energia limpa e usinas fotovoltaicas no modelo de geração distribuída, conectadas às redes de distribuidoras regionais. Os contratos de longo prazo, majoritariamente “take or pay” ou de energia compensada, sustentam a previsibilidade e a solidez das receitas do fundo.

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