As ações da Azul (AZUL53) operam em queda na B3 nesta segunda-feira (26) após a companhia aérea convocar uma assembleia geral extraordinária (AGE) para deliberar sobre o grupamento de ações na proporção de 75 para 1, sem alteração do valor do capital social da empresa.
Segundo a Azul, a operação não implicará mudança no capital social, mas reduzirá de forma significativa o número de ações em circulação no mercado. Na prática, a cada 75 ações atualmente detidas, o acionista passará a ter direito a uma única nova ação.
A medida tende a elevar o valor unitário dos papéis e adequar a cotação a padrões mais elevados de negociação no mercado.
O capital social permanecerá no montante de R$ 16,77 bilhões, mas passará a ser dividido em 9,25 trilhões de ações ordinárias.
Atualmente, os papéis da Azul são negociados em lote de um milhão de ações sob o ticker “AZUL53”. Na tarde desta segunda-feira, a cotação era de R$ 10,81, com queda de 4%.
Esse valor implica que cada ação individual corresponde a R$ 0,00001081, de modo que mil ações equivalem a um centavo.
O grupamento anunciado integra um conjunto de medidas vinculadas ao plano de reestruturação financeira da Azul no âmbito do Chapter 11, em tramitação nos Estados Unidos; processo semelhante à recuperação judicial no Brasil, que permite a reorganização de dívidas e da estrutura de capital.
A eficácia da proposta está condicionada à consumação desse plano. Segundo a empresa, o objetivo é reorganizar as dívidas e fortalecer a estrutura de capital da companhia aérea.
Em comunicado, a Azul afirmou que a operação tem como finalidade “reduzir o número de ações” para a “adequação aos parâmetros e limites operacionais aplicáveis no mercado secundário”.
As ações da Azul têm apresentado volatilidade ao longo deste mês. Em 8 de janeiro, a companhia informou a conclusão de uma captação de R$ 7,4 bilhões como parte do processo de reestruturação financeira nos Estados Unidos.
Para viabilizar essa operação, o conselho de administração aprovou um aumento de capital com a emissão de 723,9 bilhões de novas ações ordinárias e 723,9 bilhões de ações preferenciais.
Anteriormente em dezembro, a Azul obteve autorização para captar até US$ 950 milhões em novos investimentos. Parte desse montante foi garantida pela United Airlines e pela American Airlines, que investiram US$ 100 milhões cada.
Segundo a companhia, após a saída do Chapter 11, as duas empresas aéreas norte-americanas passarão a deter 8,5% de participação na Azul, cada uma.
Além do grupamento de ações, a AGE vai deliberar sobre a reformulação integral do estatuto social da companhia.
A pauta inclui ainda a destituição e a eleição de um novo Conselho de Administração e a aprovação de um novo plano de outorga de ações restritas da Azul, identificado como AZUL54.
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