A Solana passou os últimos meses em uma queda macroeconômica clara, pressionada por fraqueza no mercado mais amplo e menor apetite por risco. A altcoin tem enfrentado dificuldades para recuperar um impulso consistente desde o início de setembro.
No entanto, o próximo mês pode representar um ponto de virada, já que tanto investidores institucionais quanto pessoas físicas demonstram alinhamento cada vez maior com uma perspectiva de alta para o preço da Solana em fevereiro.
A demanda institucional pela Solana permanece resiliente apesar das quedas recentes de preço. Entre o início de janeiro e 23 de janeiro, a Solana registrou entradas que totalizaram US$ 92,9 milhões. Isso colocou a SOL como o segundo maior destino de capital institucional, atrás apenas do Bitcoin nesse período. Esse posicionamento indica uma confiança crescente entre grandes investidores.
A tendência ganhou ainda mais força no acumulado semanal. Na semana encerrada em 23 de janeiro, a Solana foi a única grande altcoin a apresentar saldo líquido positivo de entradas. Outros principais ativos tiveram saídas. Essa disparidade destaca a força relativa do argumento institucional em torno da Solana e sugere manutenção do suporte para fevereiro.
Investidores de varejo e de longo prazo também demonstram paciência com a Solana. Dados do HODL Waves apontam para crescimento expressivo na faixa de detentores entre 3 e 6 meses. Em apenas 48 horas, a participação desse grupo no suprimento da Solana subiu de 21% para 24%. A maioria desses investidores entrou na moeda por volta de outubro de 2025.
Grande parte desses investidores está com prejuízos neste momento. Apesar disso, optaram por manter suas posições, sem vender. Esse comportamento normalmente reflete expectativas de recuperação. A resistência em liberar ativos durante quedas reduz a pressão vendedora e contribui para a estabilização dos preços.
Indicadores de momentum começam a acompanhar essa melhora de sentimento. O Chaikin Money Flow avançou recentemente para território positivo, acima da linha zero, movimento que não ocorria desde o início de outubro. O CMF rastreia movimentos de capital no ativo utilizando dados de preço e volume.
Uma leitura positiva no CMF indica que os fluxos líquidos de capital estão voltando para a Solana. Essa mudança sugere renovação das demandas e aumento da confiança. Combinados à expressiva participação institucional e à convicção dos investidores, os dados apontam para uma perspectiva construtiva no próximo mês.
No momento desta reportagem, a Solana é negociada próxima a US$ 127, mantendo suporte acima do patamar de US$ 116 em perspectiva macro. Essa faixa tem funcionado como piso relevante diante da volatilidade recente. Embora a SOL ainda esteja abaixo de sua linha de tendência de queda de longo prazo, o comportamento dos preços se estabilizou, o que diminui o risco de baixas imediatas.
Superar a tendência de queda se mostra cada vez mais plausível diante dos fatores de suporte. Fevereiro tem se apresentado, historicamente, como mês de desempenho forte para a Solana: em média, a SOL registra ganhos de cerca de 38% nesse período, sendo um dos melhores meses do ativo.
Se a força sazonal se repetir, a Solana pode avançar para o patamar de resistência em US$ 147. Esse nível serve como faixa-chave de confirmação. Caso se consolide como suporte, sinaliza recuperação concreta. A partir daí, a SOL pode mirar US$ 167, com objetivo mais amplo de retomar níveis acima dos US$ 200 ao longo do ciclo.
O cenário de baixa continua relevante caso as condições piorem. A falta de interesse comprador ou novo estresse macroeconômico pode pressionar o preço do ativo. Uma queda abaixo de US$ 116 exporia a Solana a mais perdas. Nesse cenário, a moeda pode cair de US$ 106 para abaixo de US$ 100, invalidando a tese otimista.
O artigo O que esperar do preço da Solana em fevereiro de 2026? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.


