A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,1% no trimestre móvel encerrado em dezembro de 2025, no menor nível desde o início da série histórica, em 2012, apontaA taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,1% no trimestre móvel encerrado em dezembro de 2025, no menor nível desde o início da série histórica, em 2012, aponta

Taxa de desemprego encerra 2025 no menor patamar da história

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,1% no trimestre móvel encerrado em dezembro de 2025, no menor nível desde o início da série histórica, em 2012, aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (30).

O resultado ficou abaixo do observado no trimestre móvel anterior, encerrado em novembro, quando a taxa era de 5,2%. Também houve recuo em relação ao mesmo período de 2024, quando o indicador estava em 6,2%.

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O economista Maykon Douglas avalia o patamar médio de 5,6% no qual a taxa de desemprego encerrou 2025 como um sinal de robustez do mercado de trabalho ao longo do ano.

No entanto, observa que as últimas duas sondagens da PNAD Contínua contrariam a moderação vista em setembro e outubro, quando o desemprego caiu devido à queda da taxa de participação.

No fim do ano, portanto, a ocupação voltou a subir, puxada pelo emprego formal, o que segundo o especialista pode ser considerado um bom sinal.

Queda do desemprego é sustentada pelo setor de serviços

A coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, afirma que a redução da taxa foi influenciada pelo aumento do número de pessoas ocupadas, principalmente no setor de serviços.

“Importante registrar que a queda da desocupação não foi provocada por aumento da subutilização da força de trabalho ou do desalento, reduzindo a pressão por trabalho”, disse Beringuy, em comunicado sobre a Pnad.

“A trajetória de queda da taxa de desocupação em 2025 foi sustentada pela expansão da ocupação, principalmente nas atividades de serviços”, completou.

A população desocupada foi estimada em 5,5 milhões de pessoas, o menor contingente da série histórica. Houve queda de 9% no trimestre, o equivalente a 542 mil pessoas a menos, e recuo de 17,7% no ano, com redução de cerca de 1,2 milhão de pessoas.

População empregada é a maior da série histórica

A população ocupada chegou a 103 milhões de pessoas, marcando também um recorde da série histórica. O número cresceu 0,6% no trimestre, com acréscimo de 565 mil pessoas, e avançou 1,1% no ano, com aumento de 1,2 milhão de pessoas.

O nível da ocupação, que mede o percentual de pessoas ocupadas em relação à população em idade de trabalhar, ficou em 58,9%, o maior já registrado. O indicador subiu 0,2 ponto percentual no trimestre e permaneceu estável na comparação anual.

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Subutilização da força de trabalho recua

A taxa composta de subutilização da força de trabalho foi de 13,4%, a mais baixa da série histórica. O índice recuou 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e 1,8 ponto percentual na comparação com o mesmo período de 2024.

A população subutilizada somou 15,3 milhões de pessoas, patamar semelhante ao menor nível registrado em dezembro de 2014. Houve queda de 3,3% no trimestre e de 12,3% no ano.

A população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas foi estimada em 4,5 milhões de pessoas, sem variação no trimestre e com queda de 7,1% no ano.

Além do desemprego, informalidade está em níveis menores

A taxa de informalidade no período analisado correspondeu a 37,6% da população ocupada, o equivalente a 38,7 milhões de trabalhadores informais. O percentual ficou próximo ao observado no trimestre encerrado em setembro e abaixo do registrado no mesmo período de 2024.

A população desalentada, formada por pessoas que desistiram de procurar trabalho, foi estimada em 2,6 milhões. O número ficou estável no trimestre e caiu 11,5% no ano.

O percentual de desalentados foi de 2,4%, sem variação significativa no trimestre e com recuo anual de 0,3 ponto percentual.

Emprego formal atinge marca recorde

O número de empregados no setor privado chegou a 53 milhões de pessoas, patamar inédito na série histórica. No ano, houve crescimento de 1,1%, com acréscimo de 578 mil pessoas.

Entre os trabalhadores com carteira assinada no setor privado, o total foi de 39,4 milhões, também atingindo marca recorde. O contingente ficou estável no trimestre e cresceu 2,4% no ano. Já o número de empregados sem carteira assinada recuou 2,6% na comparação anual.

O rendimento real habitual médio de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.613, o maior valor da série. Houve alta de 2,4% no trimestre e de 5% no ano.

A massa de rendimento real habitual somou R$ 367,6 bilhões, com crescimento de 3,1% no trimestre e de 6,4% no ano.

Setor de serviços concentra maior número de empregos

Na comparação trimestral, houve aumento do número de ocupados nos grupamentos de Comércio e reparação de veículos e na Administração pública, defesa, educação, saúde e serviços sociais.

Em relação ao mesmo trimestre de 2024, destacaram-se os avanços nos setores de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias e profissionais, além da Administração pública. Houve redução no número de ocupados em serviços domésticos.

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Maikon Douglas conclui que, diferentemente do fraco resultado do Caged divulgado nesta quinta-feira (29), a PNAD de hoje sugere que o Banco Central (BC) tende a permanecer cauteloso com o ritmo de geração de empregos e seu impacto sobre a inflação de serviços intensivos em trabalho, apesar da recente moderação no mercado de trabalho. “Essas parecem ser as grandes ‘pedras no sapato’ da autoridade monetária”, observa.

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