Janeiro foi um mês volátil para o setor, registrando ganhos no início e uma forte liquidação ao final do período. Diversos grandes tokens perderam semanas de avanços em poucos dias. Em meio a essa instabilidade, grandes investidores do segmento estão, em fevereiro, se posicionando em torno de três criptos que apresentam sinais iniciais de reversão.
Dados on-chain indicam aumento de acúmulo onde a pressão vendedora está diminuindo e padrões de divergência de alta se formam ou estão perto de serem confirmados. Isso sugere que grandes carteiras buscam oportunidades seletivas de recuperação, em vez de perseguir movimentos de curto prazo.
Shiba Inu é um dos nomes que mais surpreende ao apresentar movimentação de baleias entre as criptos, entrando em fevereiro. Apesar do desempenho fraco da maioria das altcoins em janeiro, SHIB subiu cerca de 3,3% nos últimos 30 dias, posicionando-se entre os grandes tokens com potencial de fechar o mês no azul.
Essa força relativa passou a contar com apoio de grandes investidores.
Desde 27 de janeiro, baleias aumentaram seus saldos de 666,05 trilhões para 666,74 trilhões de SHIB, adicionando 690 bilhões de unidades ao portfólio, o que indica manutenção de posição em meio à fraqueza do mercado. O momento desse movimento está diretamente ligado a um sinal técnico relevante.
Entre 4 de novembro e 25 de janeiro, SHIB apresentou divergência de alta. Nesse intervalo, o preço atingiu um fundo mais baixo, enquanto o Índice de Força Relativa (RSI) marcou um fundo mais alto. O RSI mede o impulso do ativo e revela se a pressão compradora ou vendedora está ganhando força. Quando a cotação cai, mas o RSI melhora, indica que os vendedores estão perdendo controle.
Essa divergência aconteceu dentro de um wedge de queda, padrão de alta em que o preço se comprime antes de possível rompimento. Após o sinal, em 25 de janeiro, SHIB registrou duas velas verdes e as baleias iniciaram recompras a partir de 27 de janeiro.
Desde 28 de janeiro, a cotação de SHIB corrigiu, mas o saldo das baleias permaneceu estável. Isso indica que grandes investidores aguardam nova confirmação antes de desmanchar as posições.
Uma divergência semelhante volta a se formar agora. Para confirmação, a próxima vela precisa fechar acima de US$ 0,0000071. Se isso ocorrer, o impulso pode se fortalecer até a zona de rompimento em US$ 0,0000091, com possibilidade de alta em direção a US$ 0,000012.
Se US$ 0,0000071 não se sustentar, o cenário de alta perde força, renovando os riscos de queda.
No momento, o acúmulo das baleias somado ao fortalecimento dos sinais de impulso sugere que SHIB está sendo posicionado como possível aposta de recuperação em fevereiro.
A Pendle é outro token que baleias do segmento parecem estar buscando em fevereiro, apesar da recente fraqueza do preço. Dados on-chain mostram que grandes investidores aumentaram seus saldos de PENDLE de 181,54 milhões em 27 de janeiro para 184,81 milhões, um incremento de 3,27 milhões de tokens.
Ao valor atual, esse acúmulo soma cerca de US$ 6,3 milhões, indicando forte convicção mesmo diante da retração do mercado.
Esse aumento ocorre enquanto PENDLE enfrenta dificuldades no curto prazo. O token registrou queda de aproximadamente 6% nas últimas 24 horas e recuou cerca de 5,2% no último mês, refletindo a fraqueza mais ampla do setor DeFi e de ativos focados em rendimento.
Porém, a movimentação das baleias indica que grandes investidores podem estar se posicionando para uma reversão de médio prazo, em vez de buscar ganhos imediatos.
No gráfico de 12 horas, PENDLE mostra sinais iniciais de divergência de alta. Entre 14 de novembro e 30 de janeiro, o preço atingiu um fundo mais baixo, enquanto o RSI ficou acima do fundo anterior.
Para que o padrão siga válido, a vela atual de 12 horas precisa se manter acima de US$ 1,78. Caso o nível seja defendido, a divergência permanece e aumentam as chances de reversão.
Essa configuração encontra respaldo no acúmulo das baleias, intensificado após 27 de janeiro, na esteira do sinal de divergência entre 14 de novembro e 25 de janeiro.
Se o impulso ganhar força, a primeira resistência fica em torno de US$ 2,08, cerca de 14% acima do valor atual. Caso haja rompimento, pode haver avanço até US$ 2,38 e US$ 2,87. Contudo, se o suporte em US$ 1,78 for perdido, a tese de alta perde força e retorna o risco de queda.
Por enquanto, a PENDLE reflete um típico cenário de reversão liderado por grandes investidores: acumulação durante momentos de fraqueza, acompanhada por sinais de melhora no momentum.
A Cardano é outra das criptos que chamou a atenção das baleias com a aproximação de fevereiro, impulsionada por uma forte acumulação entre dois grandes grupos de investidores.
Dados apontam que carteiras com 1 bilhão de ADA ou mais começaram a comprar em 28 de janeiro. Os ativos somados desses investidores aumentaram de cerca de 2,93 bilhões para 3,18 bilhões de ADA. No mesmo período, o grupo com saldos entre 100 milhões e 1 bilhão de ADA iniciou a movimentação em 29 de janeiro, elevando o total de 2,55 bilhões para 2,60 bilhões de ADA.
Juntos, esses dois maiores grupos de baleias acumularam quase 300 milhões de ADA em apenas 48 horas, indicando uma mudança coordenada de posicionamento.
Esse movimento chama atenção porque a Cardano tem sofrido pressão. O ADA caiu quase 6% nas últimas 24 horas e cerca de 7,2% no último mês, refletindo a fraqueza do mercado em geral. À primeira vista, o cenário não parece favorável, mas o gráfico aponta o motivo do interesse das baleias.
Entre 31 de dezembro e 30 de janeiro, o ADA registrou um fundo mais baixo no preço, enquanto o Índice de Força Relativa (RSI) apresentou um fundo mais alto. Para confirmar essa divergência otimista, a próxima vela precisa se manter acima de US$ 0,31 e o RSI não deve cair abaixo dos níveis de 31 de dezembro.
No momento desta reportagem, o ADA está próximo de US$ 0,32, mantendo a estrutura. O RSI também precisa permanecer acima de sua linha de tendência de alta.
Caso o sinal seja confirmado, o primeiro alvo de recuperação está em US$ 0,36, um nível de resistência importante rompido em 22 de janeiro. Recuperar esse patamar representaria um potencial de alta de 12% em relação aos valores atuais.
No entanto, uma queda abaixo de US$ 0,31 invalidaria o cenário de reversão e enfraqueceria a tese das baleias.
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