Advogados que representam jovens abusadas pelo bilionário haviam solicitado a remoção imediata de imagens que mostravam os rostos das vítimasAdvogados que representam jovens abusadas pelo bilionário haviam solicitado a remoção imediata de imagens que mostravam os rostos das vítimas

Após reclamação, governo dos EUA tira do ar fotos de vítimas de Epstein

2026/02/03 10:47

O DOJ (Departamento de Justiça dos EUA) anunciou nesta 2ª feira (2.fev.2026) que retirou do ar milhares de documentos e arquivos de mídia que continham imagens ou dados que identificavam vítimas do financista Jeffrey Epstein (1953-2019). 

O órgão decidiu remover o material depois que advogados que representam as vítimas solicitaram a retirada imediata do conteúdo do ar. No pedido enviado nesta 2ª feira (2.fev), defesas disseram ter identificado que havia entre os arquivos dezenas de imagens de jovens nuas, algumas delas possivelmente menores de idade e com os rostos visíveis. 

As imagens estavam entre as mais de 3 milhões de páginas dos arquivos do caso Epstein que foram divulgadas pelo departamento na 6ª feira (30.jan). Todos os documentos relacionados ao bilionário podem ser acessados em um site público. 

O DOJ atribuiu a divulgação de informações sensíveis a erros “técnicos ou humanos”. Disse que retirou as imagens com nudez e aquelas nas quais as vítimas podiam ser identificadas.

Em uma carta enviada a juízes de Nova York que supervisionam o caso, o procurador federal de Manhattan Jay Clayton afirmou que o departamento removeu quase todo o material identificado pelas vítimas ou seus advogados, assim como um “número substancial” de documentos com dados sensíveis identificados independentemente pelo governo.

O nº 2 do DOJ, Todd Blanche, havia declarado no domingo (1º.fev) que o órgão havia cometido “erros esporádicos” na divulgação dos arquivos, mas que estava se esforçando para corrigi-los rapidamente. 

“Sempre que recebemos uma denúncia de uma vítima ou de seu advogado informando que acreditam que seu nome não foi devidamente ocultado, corrigimos isso imediatamente. E os números de que estamos falando, para que o povo americano entenda, são de apenas 0,001% de todo o material”, disse o procurador. 

DOJ

O Departamento de Justiça dos EUA é conhecido pela sigla em inglês “DOJ” (de “Department of Justice”). Pam Bondi comanda o “DOJ” de Trump, e ocupa o cargo de “attorney general”. É errado traduzir “attorney general” para “procurador-geral”.

Não há no Brasil um órgão equivalente ao “DOJ”. Esse departamento representa o governo norte-americano em assuntos jurídicos e, quando solicitado, dá conselhos e emite pareceres para a Casa Branca e outros ministérios (departamentos). Em determinadas situações, o “attorney general” pode realizar sustentações orais perante a Suprema Corte dos EUA. Tem poderes que no Brasil são divididos entre o ministro da Justiça e o procurador-geral da República.

ARQUIVOS DO CASO EPSTEIN

As páginas que foram reveladas na última semana são mais uma parte do que o governo dos EUA tem sobre Epstein. Donald Trump sancionou em 19 de novembro de 2025 um projeto de lei que havia sido aprovado pelo Congresso para obrigar o Departamento de Justiça a divulgar todas as informações da investigação sobre o empresário.

Estão nos arquivos e-mails enviados e recebidos pelo financista, conversas com aliados, sócios e lobistas e análises econômicas, além de manuscritos de livros, artigos de notícias e até poesias que eram enviadas a ele.

QUEM FOI JEFFREY EPSTEIN

Jeffrey Edward Epstein nasceu em 20 de janeiro de 1953, em Nova York (EUA). Foi preso após ser condenado por abuso de uma menina de 14 anos, além de ser acusado de vários crimes sexuais. Em 10 de agosto de 2019, foi encontrado morto em sua cela na prisão em Nova York. Ele estava ajoelhado com um lençol amarrado no pescoço e preso numa cama beliche. A causa oficial da morte foi suicídio por enforcamento.

Epstein formou-se antes do previsto na Lafayette High School, no Brooklyn, em 1969. Estudou até 1971 na faculdade Cooper Union, em NY, ano em que se transferiu para o Instituto Courant de Ciências Matemáticas da NYU (Universidade de Nova York), onde estudou por 3 anos, mas não se formou.

De acordo com a enciclopédia Britannica, mesmo sem um diploma, Epstein deu aulas de física e matemática, de 1974 a 1976, em uma escola particular, a Dalton School, em Manhattan.

Epstein iniciou sua carreira no mercado financeiro logo depois de deixar o cargo de professor. Entrou no banco de investimentos Bear Stearns, onde trabalhou por 4 anos. Em 1981, criou seu próprio fundo financeiro para gerir patrimônios bilionários. Seu 1º cliente foi Les Wexner, dono da Victoria’s Secret.

O bilionário frequentava e promovia festas com personalidades e políticos norte-americanos. Entre os convidados dos eventos realizados na ilha particular de Epstein, Little St. James (nas Ilhas Virgens Americanas, no Caribe), estavam personalidades como Bill Clinton, Donald Trump, o príncipe Andrew e Bill Gates. Era comum que Epstein emprestasse seu jato particular para levar os convidados até a ilha.

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