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Recém-certificado nos EUA e na Europa, o Bombardier Global 8000 — o jato executivo mais rápido e de maior alcance do mundo, que voa de São Paulo a Sydney sem escalas — já tem clientes no Brasil.
Enquanto a fabricante canadense trabalha para validar a certificação da aeronave no País, a família Batista, da JBS, André Esteves, do BTG Pactual, e João Adibe, da Cimed, já encomendaram seus Global 8000, pessoas próximas aos empresários disseram ao Brazil Journal.
A demanda pelo novo flagship da Bombardier — que custa pelo menos US$ 80 milhões — mostra como a aviação executiva continua avançando no País, que há anos já tem uma das maiores frotas de jatos do mundo.
Historicamente, as aeronaves de menor porte sempre fizeram mais sucesso por aqui, tornando-se uma ferramenta de trabalho para executivos que precisam cruzar um País continental e evitar os gargalos e dissabores de nossa infraestrutura aeroportuária.
Não por acaso, a Embraer entendeu essa demanda regional como nenhuma outra. A companhia de São José dos Campos dominou o mercado com seu best-seller, o Phenom 100, e hoje é a mais importante produtora de jatos leves do mundo.
Nos últimos anos, no entanto, a frota nacional tem crescido não apenas no número de aeronaves (35% em dois anos, segundo a Associação Brasileira de Aviação Geral), mas também em seu porte.
Quem tem um turboélice está trocando por um jato, quem já tem um jato está em busca de modelos maiores — e assim os guindastes e portêineres do Porto de Vitória não param.
Prova disso é que, além do interesse precoce pelo Global 8000, dois dos primeiros Falcon 10X vendidos pela Dassault no mundo foram comprados pelos empresários Alexandre Grendene e Leila Pereira, e devem chegar no ano que vem.
Segundo o Citi, que oferece um serviço de financiamento de jatos de médio e grande porte em 28 países, o Brasil é um dos países mais representativos para o negócio — e deve continuar crescendo.
“A internacionalização das famílias de alto patrimônio é um movimento estrutural que deve se aprofundar no País, elevando a demanda por aeronaves,” Fernando Fleury, o head do private bank do Citi no Brasil, disse ao Brazil Journal. “Vemos essa prioridade refletida até nos family offices, que hoje possuem equipes dedicadas às demandas de aviação, como os cuidados com os pilotos, manutenção, hangaragem e planos de voo.”
A Bombardier também acusa um aumento na demanda brasileira e entende que seu novo brinquedo pode resolver muitas das dores dos empresários do País com ambição global.
O Global 8000 foi lançado oficialmente pela Bombardier em maio de 2022 — e a primeira aeronave entrou em operação em dezembro de 2025. O comprador foi o empresário canadense Patrick Dovigi, o CEO da empresa de gestão de resíduos Green For Life Environmental.
Além de ser o jato executivo mais rápido do mundo, com velocidade máxima de Mach 0,95 (1.160 km/h), o Global 8000 também é o de maior autonomia: voa 8.000 milhas náuticas (15.000 km) sem precisar abastecer.
Ou seja, além de cobrir a Europa, a América do Norte e o Oriente Médio, é possível voar diretamente de São Paulo a Sydney, na Austrália.
Mas mais que uma opção de grande alcance, a Bombardier vende o Global 8000 como o jato mais confortável para longas distâncias.
Com cinco ambientes e capacidade para até 19 passageiros, o jato possui a altitude de cabine mais baixa do mercado, o que reduz os efeitos da viagem no corpo; o nível mais baixo de ruído interno; e se move de maneira suave graças às suas asas pequenas e flexíveis.
Outro selling point importante para os consumidores brasileiros é o desempenho de pista do Global 8000 (1,7 km para levantar voo e 700 metros para pousar) — o que, segundo a Bombardier, permite que a aeronave acesse 30% mais aeroportos do que seus concorrentes diretos.
Para quem já tem o Global 7500, o antecessor do 8000, é possível fazer um upgrade que custa cerca de US$ 5 milhões e inclui a atualização de componentes como o software do motor e o sistema de combustível.
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