O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), retomou o ritmo de alta e atingiu nesta quarta-feira (11) a marca inédita dos 190 mil pontos. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), retomou o ritmo de alta e atingiu nesta quarta-feira (11) a marca inédita dos 190 mil pontos.

Morning Call: Fluxo estrangeiro já supera o capital total que entrou na B3 em 2025

2026/02/12 20:17
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O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), retomou o ritmo de alta e atingiu nesta quarta-feira (11) a marca inédita dos 190 mil pontos. No final do dia, o índice registrou forte alta de 2,03%, aos 189.699,12 pontos, seu 11º recorde de fechamento em 2026.

O impulso do Ibovespa foi motivado pela rotação global de recursos, com parte dos investidores reduzindo exposição aos Estados Unidos e buscando oportunidades em mercados emergentes. Outro fator que favoreceu a alta foi a nova rodada da pesquisa Genial/Quaest, que mostrou redução da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno da disputa presidencial.

O levantamento indica Lula com 43% das intenções de voto, contra 38% de Flávio Bolsonaro. Segundo analistas, o encurtamento da distância foi lido por parte do mercado como um sinal positivo para os ativos domésticos.

Entre as ações de maior peso no índice, a Petrobras registrou ganhos de 3,01% (ON) e 1,95% (PN), em um dia de valorização do Brent em Londres e após a divulgação do relatório trimestral de produção. A Vale também ajudou a sustentar o avanço do índice, em alta de 3,49%.

No setor financeiro, o Bradesco ganhou 2,96% (PN), enquanto o Itaú avançou 1,96% (PN) e o BTG Pactual registrou alta mais modesta, de 0,17% (ON).

Entre as maiores altas do dia, destaque para Suzano, que saltou 13,32%, seguida pela TIM, com ganho de 7,85%. Do lado oposto, Totvs figurou entre as principais quedas, recuando 1,75%.

No câmbio, o dólar encerrou o dia em queda de 0,18% frente ao real, cotado a R$ 5,19, no menor valor desde maio de 2024, impactado pelo payroll acima do esperado.

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No cenário internacional, repercutem os dados de emprego dos Estados Unidos acima do esperado. O payroll mostrou a criação de 130 mil vagas em janeiro, praticamente o dobro da mediana das estimativas do mercado (67 mil), enquanto a taxa de desemprego recuou de 4,4% para 4,3%, quando a expectativa era de estabilidade.

A combinação reforçou a leitura de um mercado de trabalho ainda aquecido e reduziu a chance de cortes imediatos de juros pelo Federal Reserve (Fed).

No CME Group, a probabilidade de redução da taxa já em março, que havia alcançado cerca de 20% após números fracos do ADP e do Jolts na semana passada, foi praticamente zerada. Mais de 90% dos investidores voltaram a apostar na manutenção do juro na reunião do Fomc marcada para o dia 18.

No campo político, a Câmara dos Deputados dos EUA aprovou uma resolução para reverter as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump sobre o Canadá. O placar ficou em 219 a 211, com apoio de parlamentares republicanos, e o texto agora segue para o Senado.

A medida tenta encerrar a emergência nacional usada como base para a adoção das tarifas, ainda que tenha efeito prático limitado. O movimento foi visto como um sinal de desconforto dentro do próprio partido em meio à proximidade das eleições de meio de mandato.

Em resposta, Trump reagiu em sua rede social e ameaçou punir politicamente os republicanos que votarem contra a manutenção das tarifas. O presidente voltou a defender que a política comercial garantiu segurança ao país e, recentemente, chegou a falar em impor taxas de até 100% sobre produtos canadenses diante da aproximação entre Ottawa e Pequim.

No Brasil, o mercado segue de olho no fluxo estrangeiro, que segue dando sustentação aos ativos. Entraram cerca de US$ 30 bilhões na B3 apenas em janeiro e nos primeiros dias de fevereiro, valor que já supera todo o ingresso de capital externo registrado ao longo de 2025, de US$ 25,4 bilhões.

Durante o evento CEO Conference, do BTG Pactual, André Esteves, sócio e presidente do conselho de administração do BTG, avaliou que o processo eleitoral perdeu peso na formação de preços dos ativos. Para ele, a entrada expressiva de recursos na bolsa indica que as decisões de investimento estão mais ligadas às perspectivas estruturais do país do que às incertezas de curto prazo.

No mesmo encontro, o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, acabou chancelando a leitura de parte do mercado de que o ciclo de flexibilização pode começar com um corte de 50 pontos-base na Selic. Segundo ele, declarações recentes não tinham a intenção de alterar a interpretação predominante dos investidores.

Em Brasília, a Polícia Federal pediu a suspeição do ministro Dias Toffoli após identificar menções ao seu nome no celular de Daniel Vorcaro. O magistrado é relator das investigações envolvendo o Banco Master.

Diante do novo elemento, a PF encaminhou relatório ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin. Toffoli afirma que a solicitação está baseada em ilações.

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Manchetes desta manhã

  • Fachin recebe dados com menção a Toffoli em celular de Vorcaro (Valor)
  • Relatório da PF sobre Toffoli tem Vorcaro combinando pagamentos para empresa do ministro (Folha)
  • Centrão chantageou um ministro do TCU para acabar com liquidação do Master, diz Renan Calheiros (Estadão)
  • Serviços recuam em dezembro, mas fecham 2025 com alta de 2,8%, aponta IBGE (O Globo)
  • Detentores de ‘bonds’ da Raízen contratam Moelis para reestruturação, dizem fontes (Valor)

Mercado global

As Bolsas da Europa operam majoritariamente em alta, impulsionadas pela temporada de balanços. Resultados de empresas como Siemens, AB InBev e Hermès sustentam o apetite por risco.

Com isso, dados fracos do Reino Unido perdem peso, como o PIB do quarto trimestre abaixo do esperado e a queda inesperada da produção industrial.

Na Ásia, os índices fecharam mistos, com o mercado de olho nos dados de emprego dos EUA e em recordes locais. O Kospi atingiu patamar recorde com apoio das fabricantes de chips, enquanto o Nikkei renovou máximas acima de 58 mil pontos em meio ao otimismo pós-Takaichi.

Na China, Xangai encerrou a sessão em leve alta de 0,05% e Shenzhen recuou 0,86%. Já em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,86% e em Taiwan, o Taiex subiu 1,61%.

Em Nova York, os índices futuros operam em alta nesta quinta-feira (12), com o mercado reavaliando as apostas para a trajetória dos juros pelo Fed após o payroll vir acima do esperado.

Confira os principais índices do mercado:

  • S&P 500 Futuro: +0,26%
  • FTSE 100: +0,11%
  • CAC 40: +0,64%
  • Nikkei 225: -0,02%
  • Hang Seng: -0,86%
  • Shanghai SE Comp: +0,05%
  • Ouro (abr): -0,10%, a US$ 5.093,3 por onça troy
  • Índice do dólar (DXY): -0,04%, aos 96,796 pontos
  • Bitcoin: +0,89% a US$ 67.449,9
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Commodities

  • Petróleo: recua à medida que ganharam força os sinais de aumento da oferta da commodity. A Agência Internacional de Energia (AIE) avalia que a produção global deve se recuperar nos próximos meses e estima expansão de 2,4 milhões de barris por dia ao longo deste ano.
    Apesar da pressão vendedora, o mercado continua atento às tensões geopolíticas, que podem gerar interrupções no fornecimento e limitar movimentos mais acentuados de baixa.
    O Brent/abril recua 0,13%, cotado a US$ 69,31 e o WTI/março cede 0,05%, a US$ 64,60.
  • Minério de ferro:  fechou em leve queda de 0,2% em Dalian, na China, cotado a US$ 110,22
    Segundo análise do ANZ Research ao Valor , investidores evitam ampliar estoques diante do nível já elevado e da demanda fraca, enquanto a sinalização da China de manter estímulos monetários e priorizar o crescimento traz algum alívio nas expectativas de consumo.

Cenário internacional

Nos EUA, o principal evento previsto é a divulgação dos pedidos de seguro-desemprego, indicador acompanhado de perto por oferecer sinais quase imediatos sobre a temperatura do mercado de trabalho e, por consequência, sobre os próximos passos do Federal Reserve.

Na agenda das autoridades do Fed, a presidente do Fed de Dallas, Lorie Logan, fala às 9h, enquanto o diretor Stephen Miran participa de um evento à noite. Qualquer sinalização sobre juros tende a mexer com as expectativas em um momento em que o mercado recalibra as apostas para o início do ciclo de cortes após o payroll acima do esperado.

No Reino Unido, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,1% em dezembro na comparação mensal, número em linha com o que os analistas projetavam. O dado ajuda a aliviar temores de desaceleração mais intensa, mas não altera de forma relevante a leitura de uma economia que avança em ritmo moderado.

As commodities energéticas voltam ao radar. O petróleo sente o aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã, após o Pentágono determinar novas movimentações militares. O receio de interrupções na oferta mantém os agentes atentos e adiciona volatilidade aos preços.

Cenário nacional

No Brasil, o foco recai sobre o setor de serviços, com a divulgação dos números de dezembro. A atividade é peça central para avaliar o fôlego da economia e seus impactos sobre inflação e política monetária.

A estimativa do BTG Pactual aponta para expansão de 4,6% na comparação anual, acelerando frente ao avanço de 2,5% observado em novembro. Por outro lado, o volume de serviços prestados às famílias deve mostrar estabilidade.

No noticiário corporativo, as atenções se voltam para a Vale. Amparada por preços do minério de ferro acima das projeções ao longo de 2025, a companhia deve reportar Ebitda proforma de aproximadamente US$ 4,65 bilhões no quarto trimestre, alta de 12,9% na comparação anual.

A receita líquida é estimada em US$ 10,76 bilhões, avanço de 6,32%. Para o lucro líquido atribuível, as projeções compiladas apontam cerca de US$ 2,277 bilhões, revertendo o prejuízo de US$ 694 milhões observado no mesmo período do ano anterior.

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Destaques do mercado corporativo

  • Americanas: vendeu a Parati CFI por R$ 34,1 mi, simplificando a estrutura para focar no varejo.
  • Eneva: recebeu R$ 293 mi em acordo com fornecedores e encerrou arbitragens sem provisões prévias.
  • Direcional: aprovou emissão de debêntures de até R$ 437,5 mi para terrenos e obras.
  • Azul: o Cade aprovou aporte de US$ 100 mi da United em meio ao Chapter 11, com liquidação prevista para fevereiro.
  • Oi: questionou na Justiça demandas de credores sobre leilão da participação na V.tal.
  • IRB(Re): informou arbitragem de investidores envolvendo R$ 10 mi por perdas alegadas.

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