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Goldman Sachs reduz exposição a ETFs de Bitcoin no 4º trimestre e sinaliza mudança institucional

2026/02/13 02:05
Leu 4 min
Goldman Sachs reduz exposição a ETFs de Bitcoin no 4º trimestre e sinaliza mudança institucional
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O gigante bancário Goldman Sachs reportou uma redução significativa em suas posições de ETFs de criptomoedas no quarto trimestre de 2025. Segundo documentos apresentados à SEC, o banco diminuiu sua exposição ao ETF de Bitcoin à vista em cerca de 40%, mantendo ainda um valor substancial de US$ 1,06 bilhão (aproximadamente R$ 6,15 bilhões). O movimento ocorre em um cenário de correção de mercado, onde o Bitcoin recuou de sua máxima histórica próxima a US$ 114.000 para a faixa dos US$ 88.000 no fechamento do ano, sinalizando uma estratégia de rebalanceamento institucional.

O que está por trás dessa movimentação?

A decisão do Goldman Sachs não acontece de forma isolada, mas reflete um comportamento típico de gestão de risco institucional frente à volatilidade excessiva. Em termos simples, grandes instituições tendem a realizar lucros ou reduzir a alavancagem quando o mercado apresenta sinais de exaustão, como foi o caso da correção observada no final de 2025.

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Durante o quarto trimestre, o mercado de criptoativos viu saídas líquidas consideráveis. Dados indicam que os fluxos negativos nos ETFs de Bitcoin somaram mais de US$ 1,15 bilhão no período. Esse cenário de “de-risking” (redução de risco) foi impulsionado por fatores macroeconômicos e uma realização de lucros natural após o rali pós-eleitoral nos EUA.

Historicamente, bancos como o Goldman e o JPMorgan ajustam suas carteiras trimestralmente baseados em métricas de liquidez e sentimento de mercado. Diferente do investidor de varejo que muitas vezes mantém posições por convicção ideológica, os institucionais reagem a dados de curto e médio prazo.

Quais são os dados e fundamentos destacados?

O relatório 13F enviado à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) revela detalhes importantes sobre a composição da carteira do banco ao final de 31 de dezembro de 2025:

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  • Bitcoin (BTC): O banco detinha cerca de 21,2 milhões de cotas em ETFs spot, avaliadas em US$ 1,06 bilhão. Isso representa uma queda de 39,4% em relação ao trimestre anterior, conforme dados analisados pelo Atlas21.
  • Ethereum (ETH): As posições em ETFs de Ether caíram 27,2%, totalizando 40,7 milhões de cotas ou cerca de US$ 1 bilhão.
  • Diversificação em Altcoins: Apesar das vendas nos principais ativos, o Goldman Sachs adicionou posições em novos produtos. O banco reportou US$ 152,2 milhões em ETFs de XRP e US$ 108,9 milhões em ETFs de Solana.

Essa rotação de capital para altcoins como Solana e XRP sugere que a instituição não está saindo do mercado cripto, mas sim diversificando suas apostas. Esse movimento contrasta com outras gestoras; enquanto a Grayscale ajusta seus produtos de XRP e Solana, o Goldman parece ver oportunidade de entrada nesses ativos durante a correção.

É importante notar que, mesmo com a redução, o Goldman Sachs permanece como um dos maiores detentores institucionais, comparável em escala a movimentos observados na BlackRock em momentos de alto volume e capitulação.

Como isso afeta o investidor brasileiro?

Para o investidor brasileiro, a movimentação do Goldman Sachs oferece uma lição valiosa sobre não se “apaixonar” pelas posições. O mercado local, muitas vezes influenciado pelo par BTC/BRL e pela desvalorização cambial, pode interpretar vendas institucionais como pânico, mas a realidade aponta para uma gestão ativa de portfólio.

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A entrada do banco em ETFs de XRP e Solana sinaliza que a temporada de altcoins pode estar no radar dos grandes players, algo que o investidor local deve monitorar. Além disso, a resiliência dos ETFs de Bitcoin mesmo após vendas massivas demonstra que a estrutura do mercado amadureceu, oferecendo mais liquidez para entradas e saídas estratégicas.

Riscos e o que observar

Apesar da manutenção de bilhões em ativos digitais, o cenário macroeconômico exige cautela. Analistas apontam que as incertezas sobre as taxas de juros do Federal Reserve para março de 2026 podem manter a volatilidade alta. Dados da SoSoValue mostram que a continuidade de saídas nos ETFs pode testar novos suportes de preço.

O investidor deve ficar atento aos próximos relatórios 13F em maio para confirmar se a redução foi pontual ou uma tendência de saída mais ampla. Níveis técnicos de suporte no Bitcoin e a performance dos novos ETFs de altcoins serão termômetros cruciais nas próximas semanas.

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