Governador alegou “questão humanitária” e citou caso de Fernando Collor como precedente para a transferênciaGovernador alegou “questão humanitária” e citou caso de Fernando Collor como precedente para a transferência

Tarcísio diz que pediu prisão domiciliar a Bolsonaro em reunião no STF

2026/02/13 08:26
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse nesta 5ª (12.fev.2026) ter intercedido formalmente junto a ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) pela transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a prisão domiciliar. Bolsonaro está em regime fechado desde novembro de 2025. Tarcísio aproveitou uma série de agendas técnicas em Brasília, realizadas na última 4ª feira (11.fev), para levar o pleito aos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes.

“O presidente não tem saúde para estar no regime fechado, precisa estar com sua família e ter a melhor assistência possível”, afirmou Tarcísio durante evento de anúncio de obras em Guarulhos, região metropolitana da capital paulista.

Para o governador paulista, a transição para o regime domiciliar é “plenamente factível” e encontra amparo em decisões recentes do Supremo. Tarcísio lembrou o caso do ex-presidente Fernando Collor, que recebeu aval para prisão domiciliar humanitária em maio de 2025, como o principal precedente para sustentar que a medida.

Segundo Tarcísio, a transferência de Bolsonaro não seria uma excepcionalidade política, mas uma aplicação imparcial da lei para ex-mandatários com saúde fragilizada. Afirmou que existe um “sentimento sendo construído” em Brasília de que a manutenção de Bolsonaro em regime fechado ignora aspectos humanitários básicos.

DÍVIDA DE SÃO PAULO E PROPAG

Embora a pauta de Bolsonaro tenha ganhado destaque, o motivo oficial da presença de Tarcísio no STF foi a renegociação da dívida paulista com a União através do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). O governador busca consolidar os efeitos de uma liminar do ministro André Mendonça, que validou o novo contrato de renegociação.

O governo paulista estima que a adesão ao programa pode gerar uma economia de R$ 1 bilhão por mês aos cofres do Estado. A estratégia de Tarcísio é utilizar sua boa interlocução com o Supremo para destravar pautas econômicas, ao mesmo tempo em que atua como o principal “embaixador” de Bolsonaro no Judiciário.

ALIANÇA COM FLÁVIO BOLSONARO

O governador também confirmou que receberá o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Palácio dos Bandeirantes após o Carnaval, para alinhar as estratégias da pré-campanha presidencial de 2026. O encontro terá a participação de Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha do filho “01” do ex-presidente.

“O presidente Bolsonaro foi muito importante na minha trajetória. E agora nós vamos segurar a mão do Flávio e vamos com tudo”, declarou Tarcísio, reafirmando seu compromisso com a chapa do PL, apesar das especulações sobre sua própria candidatura ao Planalto. O gesto é visto como uma tentativa de pacificar a ala mais radical do bolsonarismo, que cobra maior engajamento do governador na libertação do ex-presidente.

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