A Shell e a Cosan estão mais próximas de um acordo para desalavancar a Raízen e estabilizar a estrutura de capital da empresa de energia, fontes a par das negocA Shell e a Cosan estão mais próximas de um acordo para desalavancar a Raízen e estabilizar a estrutura de capital da empresa de energia, fontes a par das negoc

Raízen: o que está na mesa entre Cosan, Shell e BTG

2026/02/13 17:50
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A Shell e a Cosan estão mais próximas de um acordo para desalavancar a Raízen e estabilizar a estrutura de capital da empresa de energia, fontes a par das negociações disseram ao Brazil Journal.

Uma das propostas na mesa veio da Cosan e tem como protagonista o BTG Pactual, que liderou a rodada de capitalização de R$ 10 bi na Cosan em setembro.

Pela proposta na mesa, a partnership que controla o banco e fundos de private equity geridos pelo BTG ficariam com uma participação relevante na Raízen Combustíveis, e os credores converteriam cerca de 18% de seus créditos contra a Raízen.

A Shell e a Cosan hoje detêm 44% do capital da Raízen cada uma, com os 12% restantes nas mãos do mercado. 

A proposta – uma reorganização societária em diversas etapas – é um pacote de capitalização de mais de R$ 30 bilhões que deixaria a Raízen Energia com uma alavancagem de apenas 1,5x EBITDA ao final do processo. A Raízen Combustíveis teria um re-IPO e (re)nasceria alavancada em cerca de 3x EBITDA.

A dívida líquida da Raízen era de mais de R$ 53 bilhões ao final do último tri reportado.

O primeiro passo do plano seria um aumento de capital de pelo menos R$ 3 bilhões bancado pelos principais acionistas da companhia: a Shell colocaria R$ 1,5 bilhão, a Cosan, R$ 1 bi, e Rubens Ometto, outros R$ 500 milhões como pessoa física. Outros R$ 300 milhões viriam dos demais acionistas do free float

Neste aumento de capital, os credores converteriam algo equivalente a 25% da dívida – um número que poderia baixar para 18% ao final de todas as etapas do processo – tornando-se temporariamente acionistas da empresa. Com a redistribuição da alavancagem e a provável revalorização do equity, pessoas a par da proposta dizem que os credores poderiam recuperar até 100% do principal que detêm contra a Raízen.

Após esta primeira etapa, haveria uma reorganização societária. Hoje, a Raízen SA, a companhia listada e que é dona do negócio de distribuição de combustíveis, controla a Raízen Energia, a subsidiária focada em açúcar e etanol que tem sido um albatroz no pescoço da controladora.

A proposta é inverter as posições, transformando a Raízen Energia na empresa listada e colocando a Raízen SA debaixo dela. Com isso, os acionistas da Raízen SA passariam a ser acionistas da Raízen Energia, que transferiria parte de sua dívida para a Raízen SA. 

Essa incorporação reversa é uma forma de separar o cash flow das duas empresas e alocar a maior parte da dívida no negócio que mais gera caixa.

Depois dessa separação, haveria um aumento de capital na Raízen SA, com os fundos geridos pelo BTG, contribuindo de tal forma a ganhar uma participação significativa na companhia. Outra parte viria de uma segunda conversão de dívida dos credores. 

Por fim, a Cosan propõe realizar um follow-on secundário na Raízen SA para dar saída aos credores que converteram a dívida.

Mas esta não é a única proposta na mesa. Nos últimos dias, a Shell tem se engajado mais nas conversas e propôs aumentar seu aporte, depois de bancos brasileiros e internacionais e o próprio Governo brasileiro pressionarem o CEO Wael Sawan.

Um dos bancos envolvidos disse ao Brazil Journal gostar da estrutura que envolve o BTG, mas ter preocupação com o tempo de execução da proposta.

“Velocidade é muito importante. Gostamos da ideia de separar os negócios, mas precisamos de velocidade,” disse este credor. 

A situação é muito fluida, o processo já teve inúmeras idas e vindas e os detalhes mudam a cada momento, disseram pessoas próximas às companhias. A proposta que envolve o BTG, por exemplo, já está em sua sexta versão, segundo uma pessoa a par do assunto. 

As propostas ainda estão sendo avaliadas pelo conselho da Raízen, que se reuniu diversas vezes esta semana. Os credores já estão se inteirando dos esboços, e o BNDES tem sido proativo em tentar construir uma solução entre os sócios.

Ontem à noite, a Raízen reportou um novo prejuízo recorde.

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