Congressistas e partido Novo criticam desfile, falam em propaganda eleitoral e apontam viés políticoCongressistas e partido Novo criticam desfile, falam em propaganda eleitoral e apontam viés político

Oposição critica desfile em homenagem a Lula na Sapucaí

2026/02/16 10:08
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O desfile em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizado pela Acadêmicos de Niterói neste domingo (15.fev.2026) foi alvo de críticas da oposição.

As manifestações de congressistas como Flávio Bolsonaro (PL), Gustavo Gayer (PL-GO), Kim Kataguiri (União Brasil-SP) e Romeu Zema (Novo) consideraram o desfile como propaganda eleitoral antecipada, intolerância religiosa e viés político durante o desfile.

Confira as reações:

FLÁVIO BOLSONARO

O senador e pré-candidato à Presidência da República publicou em seu perfil no X um vídeo gerado por IA (inteligência artificial) em que aparecem carros alegóricos com Lula e o líder venezuelano deposto, Nicolás Maduro (PSUV, esquerda).

O vídeo tem uma trilha sonora que chama a primeira-dama Janja de “esbanja”, diz que o presidente tem “passaporte carimbado em 1ª classe” e que o “trabalhador se arrebenta pelo Estado”.

Também há declarações sobre o que seria um suposto uso indevido do cartão corporativo por parte do petista em um trecho que diz: “Luladrão, abre esse cartão. Se é tudo certo, não bota sigilo, não”.

Assista:

GUSTAVO GAYER

O deputado federal concordou com Flávio. Disse estar “começando a gostar de samba” ao repostar o vídeo do senador.

NIKOLAS FERREIRA

O deputado federal (PL-MG) declarou que se o desfile fosse favorável a Jair Bolsonaro (PL) e em 2022, haveria pressão sobre o ex-presidente. Falou em “prisão”, “apreensão dos carros alegóricos e inelegibilidade vitalícia”. Deu a entender que Lula não sofrerá a mesma cobrança.

FABIO WAJNGARTEN

O ex-secretário de Comunicação do ex-presidente Bolsonaro, Fábio Wajngarten, afirmou que o desfile é “vergonhoso”. Declarou que irá “quantificar e auditar” o número de vezes em que Lula e seus aliados foram citados durante o evento, bem como o “valor de mídia”. Afirmou que a “inelegibilidade é certa”.

KIM KATAGUIRI

Para o deputado federal, o petista e seu partido discursaram contra “milionários” e “incentivaram a luta de classes”, mas alteraram seus posicionamentos para “beneficiar a si próprios”.  Declarou ao compartilhar uma reportagem do jornal “O Globo” em que diz que Janja articulou apoio empresarial para a agremiação.

SÉRGIO MORO

O senador (União Brasil-PR) criticou o desfile. Disse tratar-se de “propaganda eleitoral antecipada” feita com o “dinheiro do contribuinte”.

ROMEU ZEMA

O governador de Minas Gerais declarou que um dos blocos do desfile da escola de samba é inteiramente “dedicado ao preconceito religioso”. Afirmou que “os 50 milhões de evangélicos do Brasil estão pagando por tudo”.

PARTIDO NOVO

A legenda afirmou haver “um absurdo atrás do outro” na homenagem. Disse que “querem transformar o Brasil numa Coreia do Norte”.

FILIPE BARROS

O deputado federal Filipe Barros (PL-PR) publicou um vídeo em que aparece um palhaço algemado e de tornozeleira eletrônica. “Zombam dos evangélicos. Zombam da perseguição política que Bolsonaro está passando”, escreveu. Para o congressista, a figura do palhaço enclausurado remete ao caso de Bolsonaro.

RUBINHO NUNES

O vereador Rubinho Nunes (União Brasil-SP) publicou o mesmo vídeo. Para ele, trata-se de um “ataque político explícito” e “financiado com dinheiro público” ao ex-presidente, condenado por tentativa de golpe de Estado. Declarou que “a régua muda conforme o lado”.

CAROL DE TONI

A deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) afirmou que o desfile é uma “vingança política”.  Declarou que o evento foi pago com o dinheiro dos cidadãos. Se referiu diretamente aos internautas.

EDUARDO RIBEIRO

O presidente nacional do Partido Novo declarou que a sigla “ajuizará uma AIJE (Ação de Investigação Judicial Eleitoral), requerendo a cassação do registro da candidatura” e a inelegibilidade de Lula, “assim que ele registrar sua candidatura”.

CARLOS PORTINHO

O senador (PL-RJ) declarou que a Acadêmicos de Niterói cometeu um “grave ilícito eleitoral” e merece, no mínimo, o “rebaixamento”. Também afirmou que se tratou de “propaganda antecipada com dinheiro do pagador de impostos”.

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