O desfile em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizado pela Acadêmicos de Niterói neste domingo (15.fev.2026) foi alvo de críticas da oposição.
As manifestações de congressistas como Flávio Bolsonaro (PL), Gustavo Gayer (PL-GO), Kim Kataguiri (União Brasil-SP) e Romeu Zema (Novo) consideraram o desfile como propaganda eleitoral antecipada, intolerância religiosa e viés político durante o desfile.
Confira as reações:
O senador e pré-candidato à Presidência da República publicou em seu perfil no X um vídeo gerado por IA (inteligência artificial) em que aparecem carros alegóricos com Lula e o líder venezuelano deposto, Nicolás Maduro (PSUV, esquerda).
O vídeo tem uma trilha sonora que chama a primeira-dama Janja de “esbanja”, diz que o presidente tem “passaporte carimbado em 1ª classe” e que o “trabalhador se arrebenta pelo Estado”.
Também há declarações sobre o que seria um suposto uso indevido do cartão corporativo por parte do petista em um trecho que diz: “Luladrão, abre esse cartão. Se é tudo certo, não bota sigilo, não”.
Assista:
O deputado federal concordou com Flávio. Disse estar “começando a gostar de samba” ao repostar o vídeo do senador. 
O deputado federal (PL-MG) declarou que se o desfile fosse favorável a Jair Bolsonaro (PL) e em 2022, haveria pressão sobre o ex-presidente. Falou em “prisão”, “apreensão dos carros alegóricos e inelegibilidade vitalícia”. Deu a entender que Lula não sofrerá a mesma cobrança.

O ex-secretário de Comunicação do ex-presidente Bolsonaro, Fábio Wajngarten, afirmou que o desfile é “vergonhoso”. Declarou que irá “quantificar e auditar” o número de vezes em que Lula e seus aliados foram citados durante o evento, bem como o “valor de mídia”. Afirmou que a “inelegibilidade é certa”.
Para o deputado federal, o petista e seu partido discursaram contra “milionários” e “incentivaram a luta de classes”, mas alteraram seus posicionamentos para “beneficiar a si próprios”. Declarou ao compartilhar uma reportagem do jornal “O Globo” em que diz que Janja articulou apoio empresarial para a agremiação. 
O senador (União Brasil-PR) criticou o desfile. Disse tratar-se de “propaganda eleitoral antecipada” feita com o “dinheiro do contribuinte”.
O governador de Minas Gerais declarou que um dos blocos do desfile da escola de samba é inteiramente “dedicado ao preconceito religioso”. Afirmou que “os 50 milhões de evangélicos do Brasil estão pagando por tudo”.
A legenda afirmou haver “um absurdo atrás do outro” na homenagem. Disse que “querem transformar o Brasil numa Coreia do Norte”.
O deputado federal Filipe Barros (PL-PR) publicou um vídeo em que aparece um palhaço algemado e de tornozeleira eletrônica. “Zombam dos evangélicos. Zombam da perseguição política que Bolsonaro está passando”, escreveu. Para o congressista, a figura do palhaço enclausurado remete ao caso de Bolsonaro.
O vereador Rubinho Nunes (União Brasil-SP) publicou o mesmo vídeo. Para ele, trata-se de um “ataque político explícito” e “financiado com dinheiro público” ao ex-presidente, condenado por tentativa de golpe de Estado. Declarou que “a régua muda conforme o lado”.
A deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) afirmou que o desfile é uma “vingança política”. Declarou que o evento foi pago com o dinheiro dos cidadãos. Se referiu diretamente aos internautas.
O presidente nacional do Partido Novo declarou que a sigla “ajuizará uma AIJE (Ação de Investigação Judicial Eleitoral), requerendo a cassação do registro da candidatura” e a inelegibilidade de Lula, “assim que ele registrar sua candidatura”.
O senador (PL-RJ) declarou que a Acadêmicos de Niterói cometeu um “grave ilícito eleitoral” e merece, no mínimo, o “rebaixamento”. Também afirmou que se tratou de “propaganda antecipada com dinheiro do pagador de impostos”.


