No mundo corporativo, proteger computadores e e-mails já é rotina, mas uma nova fronteira do perigo digital fez surgir uma das carreiras mais bem pagas da tecnologia. Empresas estão pagando salários de até R$ 30.000 para o profissional capaz de proteger fábricas, usinas e refinarias contra hackers. Essa área, conhecida como Cibersegurança Industrial ou Segurança de TO (Tecnologia Operacional), sofre com uma escassez crítica de talentos no Brasil.
Para atuar nessa área, o profissional precisa ser um híbrido raro. Ele deve entender de redes de computadores (firewalls, IPs, servidores) e, ao mesmo tempo, compreender a linguagem das máquinas (PLCs, sistemas SCADA, sensores). O profissional de TI comum muitas vezes não sabe o que é um protocolo industrial, e o engenheiro de automação não sabe como combater um ransomware. Quem domina os dois mundos vale ouro.
O dia a dia envolve blindar redes que conectam o chão de fábrica à internet, garantindo que a modernização da Indústria 4.0 não abra portas para criminosos virtuais. A prioridade aqui não é apenas a confidencialidade dos dados, mas a disponibilidade e a segurança física da operação.
Profissional de tecnologia monitorando painéis de controle em uma fábrica moderna
A escassez de profissionais ocorre porque não existe uma faculdade específica para isso. Os especialistas geralmente migram da Engenharia de Automação ou da Ciência da Computação e se especializam através de certificações caras e difíceis. O domínio do inglês é mandatório, pois as ameaças são globais.
Veja as competências mais valorizadas:
| Habilidade | Aplicação Prática |
|---|---|
| Protocolos Industriais | Entender Modbus, Profinet, DNP3 |
| Arquitetura de Redes | Segregar redes corporativas das industriais (Modelo Purdue) |
| Resposta a Incidentes | Agir rápido quando um vírus invade a planta |
| Normas IEC 62443 | Aplicar o padrão global de segurança industrial |
As oportunidades estão concentradas em setores críticos como Energia (distribuidoras e geradoras), Óleo e Gás, Mineração e Farmacêuticas. Essas indústrias não podem parar nem por um segundo, e o custo de um dia parado supera em muito o salário anual de um especialista sênior. Consultorias globais também contratam esses profissionais para auditar a segurança de seus clientes.
O caminho para entrar nessa área inclui:
Profissional de tecnologia monitorando painéis de controle em uma fábrica moderna
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Se você já atua em TI ou em Automação, a migração para Cibersegurança Industrial é a decisão financeira mais inteligente que pode tomar hoje. A concorrência é quase inexistente para vagas de nível sênior, e as empresas disputam os poucos especialistas disponíveis com bônus agressivos e trabalho remoto híbrido.
O profissional que protege o chão de fábrica tornou-se tão vital quanto o engenheiro que projeta o produto. Com a digitalização crescente das máquinas, esse mercado não apenas pagará bem hoje, mas continuará sendo uma das carreiras mais seguras e lucrativas das próximas décadas.
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