Governo disse que "diante de atos de violência, nossas forças agirão" e determinou "medidas de segurança" para a imprensaGoverno disse que "diante de atos de violência, nossas forças agirão" e determinou "medidas de segurança" para a imprensa

Argentina tem greve geral contra reforma trabalhista de Milei nesta 5ª feira

2026/02/19 18:38
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A CGT (Confederação Geral do Trabalho), maior central sindical da Argentina, realiza nesta 5ª feira (19.fev.2026) uma greve geral de 24 horas contra a reforma trabalhista proposta pelo presidente Javier Milei (La Libertad Avanza, direita). O protesto é realizado no mesmo dia em que a Câmara dos Deputados inicia as discussões sobre o projeto, que já foi aprovado pelo Senado.

Segundo o jornal argentino Clarín, os trabalhadores começaram na madrugada desta 5ª feira a interromper suas atividades laborais, porém sem realizar manifestações nas ruas. O setor de transportes, incluindo ônibus, trens e metrô, suspendeu os serviços. Já os bancos anunciaram que as agências vão funcionar normalmente.

O Ministério da Segurança da Argentina divulgou um comunicado na 3ª feira (17.fev) em que determina que a imprensa siga certas “medidas de segurança”, advertindo que poderá haver repressão contra protestos nas imediações do Congresso. Os meios de comunicação terão uma “zona exclusiva” em ruas laterais da praça em frente ao Parlamento.

“Com o objetivo de reduzir situações de risco, recomenda-se [à imprensa] evitar posicionar-se entre eventuais focos de violência e o efetivo das forças de segurança destacado para a operação”, diz o texto. “Diante de atos de violência, nossas forças agirão”, afirma o governo.

Diversos voos entre o Brasil e a Argentina que estavam programados para esta 5ª feira (19.fev) foram cancelados ou remarcados por conta da greve geral. Segundo a CNN Brasil, a Aerolíneas Argentinas cancelou 255 voos, afetando 31 mil passageiros. Deste total, 21 voos eram saindo ou chegando ao Brasil. As companhias aéreas Gol, Latam Airlines e Jetsmart, também tiveram que cancelar ou reprogramar voos no país.

A Latam Airlines disse em comunicado que precisou alterar sua operação para a Argentina “diante da notificação formal de adesão” à greve dos sindicatos que representam os trabalhadores da Intercargo (empresa responsável pelos serviços de rampa em todos os aeroportos argentinos). Segundo a companhia, “alguns voos poderão operar com alteração de horário e/ou data, sem necessariamente serem cancelados”.

ENTENDA

O governo argentino espera que a proposta da reforma trabalhista seja votada no plenário da Câmara dos Deputados em 25 de fevereiro e aprovada até 1º de março, data em que Milei inaugurará o período de sessões ordinárias do Congresso.

A tensão entre sindicatos e governo aumentou depois da aprovação no Senado. Em 11 de fevereiro, um dia antes da votação, manifestantes contrários à reforma entraram em confronto com policiais nas ruas de Buenos Aires.

O texto aprovado pelos senadores pode ainda receber modificações durante sua tramitação na Câmara baixa. Se aprovada conforme o cronograma planejado, a reforma representará uma das maiores mudanças na legislação trabalhista argentina em décadas, alterando regras que, em sua maioria, foram estabelecidas nos anos 1970.

A reforma modifica aspectos fundamentais como contratação, férias, jornada de trabalho e negociação coletiva. Os sindicatos, liderados pela CGT, formam o principal grupo de oposição às mudanças propostas pelo governo Milei.

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