Nota de dólar em destaque durante sessão de baixa da moeda norte-americana frente ao real no fechamento do ano
Na quinta-feira (19), o dólar comercial fechou com variação de -0,4%, valendo R$5,2109, após ter começado o dia cotado a R$5,2361.
O dólar iniciou nesta sexta-feira (20) cotado a R$5,2131.
Acompanhe nossa análise diária.
Confira a cotação do dólar em tempo real
Na quinta-feira (19), o dólar comercial fechou com variação de -0,2%, valendo R$5,2265, após ter começado o dia cotado a R$5,2395.
O PIB dos Estados Unidos, o PCE, o sentimento do consumidor de Michigan e os PMIs preliminares de fevereiro guiam os mercados nesta sexta-feira.
A agenda doméstica é mais enxuta, com destaque para a Pnad Contínua e leilões de linha no câmbio. O foco permanece na reação dos ativos às surpresas externas.
O conjunto de indicadores pode redefinir apostas para juros globais. Movimentos nos Treasuries e no dólar tendem a irradiar efeitos para emergentes.
Nova York e Europa operam em alta após PMIs acima do esperado na Alemanha e na zona do euro. As vendas no varejo do Reino Unido também surpreenderam positivamente.
Apesar disso, os ganhos são contidos pela expectativa com os dados americanos. Investidores evitam ampliar posições antes de números que podem alterar o cenário da política monetária.
O petróleo recua em meio à escalada de tensões entre EUA, Irã e Leste Europeu. O mercado monitora riscos geopolíticos e seus impactos sobre oferta e inflação.
O rendimento dos Treasuries oscila pouco enquanto o mercado aguarda novos sinais do Federal Reserve. A leitura predominante é de manutenção de cautela.
Mary Daly, dirigente do Fed de São Francisco, afirmou que a incerteza ainda exige política restritiva. A autoridade destacou que o cenário não permite flexibilização prematura.
O dólar permanece praticamente estável frente às principais moedas. O comportamento reflete a espera por dados capazes de alterar o diferencial de juros.
O fôlego das bolsas internacionais pode amenizar ajustes no Ibovespa, mesmo com a queda do petróleo. A commodity mais fraca tende a pressionar ações ligadas à energia.
No noticiário corporativo, avança a possibilidade de aquisição do controle da CSN Cimentos pela J&F Investimentos. A transação pode movimentar o setor de materiais básicos.
A Pnad Contínua será monitorada, mas não deve alterar a aposta majoritária de corte de 0,50 ponto na Selic em março. A curva segue sensível ao comportamento dos Treasuries.
Apesar da perspectiva de juros elevados por mais tempo nos Estados Unidos, o diferencial de juros segue bastante favorável ao real e esse fator pode limitar pressões adicionais sobre a moeda brasileira.
Em manhã de recuo do dólar frente a emergentes, o câmbio doméstico pode encontrar espaço para apreciação. O fluxo externo permanece determinante.
O leilão de linha com compromisso de recompra, referente ao vencimento de março de 2026, deve contribuir para a liquidez.


