Estudo aponta concentração no Sudeste e avanço do DENV 3 e reforça importância de vacinação e controle do mosquitoEstudo aponta concentração no Sudeste e avanço do DENV 3 e reforça importância de vacinação e controle do mosquito

Relatório projeta 1,8 milhão de casos de dengue até outubro

2026/02/24 21:37
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Um relatório técnico do consórcio Infodengue–Mosqlimate projeta 1,8 milhão de casos prováveis de dengue no Brasil na temporada 2025-2026, período definido de 5 de outubro de 2025 a 3 de outubro de 2026. O documento reúne expectativas de 19 modelos desenvolvidos por 15 equipes nacionais e estrangeiras e combina os 5 de melhor desempenho em cada Estado em um modelo “ensemble”, feito a partir da combinação de vários modelos diferentes.

Pelos cálculos apresentados, São Paulo concentra 54% dos casos esperados, com estimativa de 536.778 registros prováveis. Minas Gerais aparece em seguida, com 10% do total (274.602). Na sequência, o relatório lista Goiás (105.457) e Paraná (77.683). No Rio de Janeiro, há projeção de 15.068 casos, patamar inferior ao de 2024-2025 (34.516), segundo a mesma base usada no estudo. Eis a íntegra do relatório (PDF – 16,9 mB).

A projeção nacional fica abaixo do volume de 2024, quando o Brasil registrou 6,5 milhões de casos prováveis, de acordo com dados do painel de monitoramento de arboviroses do Ministério da Saúde citados no relatório. Ainda assim, o documento diz que o próximo ciclo tende a manter “características epidêmicas”, mesmo sem indicação de repetir os extremos observados em 2024.

O texto também destaca que, na maioria dos Estados, os picos semanais esperados para 2025-2026 são menores do que os observados em 2024-2025. A comparação, porém, muda quando o parâmetro passa a ser a média de 2019-2023: o relatório afirma que os picos seguem altos em relação a esse padrão histórico, sinalizando um nível sustentado de transmissão.

Entre os fatores que podem agravar o cenário, o consórcio lista a expansão do DENV 3, a circulação de vírus como Oropouche –com risco de notificações como dengue– e falhas no diagnóstico de chikungunya, que também podem inflar registros de dengue. O documento ressalta ainda que, em um contexto de mudanças climáticas e ambientais, a premissa de repetição do comportamento histórico pode falhar e que as curvas serão atualizadas ao longo da temporada para reduzir incertezas.

Iniciativas para combater a dengue no Brasil

A resposta à dengue no Brasil passa por frentes complementares de prevenção, imunização e inovação. No Rio, começou a ser aplicada a vacina brasileira produzida pelo Instituto Butantan, de dose única, em profissionais da saúde das unidades básicas –medida que se soma à campanha já em curso com o imunizante Qdenga do Ministério da Saúde para ampliar a proteção contra os quatro sorotipos da doença.

Em São Paulo, o governo estadual recebeu mais 1,3 milhão de doses da vacina Butantan-DV, reforçando o esforço de ampliação da cobertura vacinal que teve início no começo de fevereiro e, na sequência, deve avançar para a população geral a partir de faixas etárias definidas conforme a capacidade produtiva do instituto.

Os dados de vigilância reforçam que o combate à dengue exige ação cotidiana da população: em São Paulo, 3 em cada 4 focos do Aedes aegypti foram identificados dentro de domicílios, levando a gestão estadual a reforçar orientações sobre a eliminação de criadouros em áreas residenciais para conter não apenas a dengue, mas também chikungunya e zika.

Além das medidas tradicionais, iniciativas tecnológicas avançam na tentativa de reduzir a presença do vetor: uma startup do Tocantins desenvolveu uma armadilha de controle biológico que utiliza fungos para afetar a longevidade e a capacidade de transmissão do mosquito, tecnologia que está em fase de testes laboratoriais e de campo antes de uma eventual aplicação em larga escala.

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