O líder do governo no Senado Federal, Randolfe Rodrigues (PT-AP), declarou, nesta 3ª feira (3.mar.2026), que não irá recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a decisão do presidente da Casa Alta, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), sobre a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha” –filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
A decisão de Alcolumbre rejeita o pedido apresentado pelo PT para que a votação da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), fosse anulada. A íntegra do voto foi anexada ao processo e sustenta que não houve violação evidente ao Regimento que justificasse intervenção da Presidência do Congresso.
Em conversa com jornalistas, Randolfe afirmou: “Nos rendemos e nos curvamos a um entendimento pacificado no dia de hoje. Do lado de cá, não tem ninguém que vai querer destruir as dependências do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal ou do Palácio do Planalto”.
O líder do governo afirmou ainda que “quem peticiona deve esperar uma decisão, seja favorável ou contrária” e que nenhuma decisão da Casa o surpreenderia. “Entendíamos ter o direito de recorrer a quem cabia, na condição de presidente do Congresso Nacional, interpretar a matéria. Reconhecemos o resultado e vamos em frente”, disse o petista.
Segundo o senador, o requerimento original do governo visava apenas dirimir controvérsias sobre a votação na CPMI, e não criar obstáculos às investigações, ressaltando que o sigilo de Lulinha já estava à disposição das autoridades desde janeiro.
Apesar do resultado contrário aos seus interesses imediatos, Randolfe elogiou a atitude de Alcolumbre, afirmando que o presidente do Congresso agiu como um “magistrado” ao seguir os entendimentos da advocacia e consultoria do Senado.
A bancada petista alegou que a votação simbólica conduzida pelo presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), foi irregular. Segundo o partido, 14 congressistas se levantaram contra os requerimentos, enquanto o senador anunciou apenas 7 votos contrários, declarando sua aprovação.
O PT argumentou que, se o número correto tivesse sido admitido, os requerimentos –entre eles os que quebraram os sigilos de Lulinha– teriam sido rejeitados. Por isso, pediu a “imediata anulação da votação”.


