O avanço da sustentabilidade na indústria de cosméticos deixou de ser tendência para se tornar exigência. A busca por produtos ecológicos aumentou 15% nos últimos anos, refletindo uma mudança estrutural no comportamento do consumidor global. Mesmo em um cenário de tensão internacional e instabilidade política, o segmento de beleza premium mantém trajetória de expansão, sustentado por inovação tecnológica e diferenciação ambiental.
Fundada em 2020, a O³NT surgiu com a proposta de integrar o uso do ozônio a formulações naturais, utilizando o oxigênio do ar como ativo principal. A estratégia une desempenho clínico e compromisso ambiental, posicionando a marca em um nicho que valoriza ciência aplicada e menor impacto ecológico.
Para Alessandra Nahus, fundadora da AN Holding, o crescimento de marcas com essa proposta reflete uma transformação definitiva no mercado. “O mundo está cada vez mais exigente, e as empresas precisam ser capazes de entregar produtos que não apenas atendam às expectativas de qualidade, mas que também respeitem o meio ambiente. O ozônio, com suas propriedades regeneradoras e anti-inflamatórias, é um exemplo claro de como a tecnologia pode ser aplicada de forma inteligente, beneficiando tanto os consumidores quanto o planeta”, afirma Alessandra.
Ela também destaca o papel da narrativa e da transparência na consolidação da marca. “Empreender no setor de cosméticos exige coragem e visão. A O³NT não está apenas trazendo uma inovação em termos de matéria-prima, mas também pensando em como ela se comunica com o consumidor.
A transparência e a ética são essenciais, e a marca tem se mostrado um exemplo disso, ao não apenas utilizar uma tecnologia limpa, mas também ao educar seus consumidores sobre o impacto de suas escolhas”, comenta.
As projeções indicam que a demanda por cosméticos naturais e sustentáveis deve crescer a uma taxa anual composta de 6,3% até 2027, impulsionada pela conscientização ambiental e pela busca por benefícios reais à saúde da pele. No mercado de luxo, sustentabilidade deixou de ser diferencial e passou a integrar o núcleo da estratégia competitiva.


