O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), retomou o patamar dos 180 mil pontos (180.409,73 pontos) na sessão desta terça-feira (17), encO Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), retomou o patamar dos 180 mil pontos (180.409,73 pontos) na sessão desta terça-feira (17), enc

Morning Call: Super quarta traz decisão sobre os juros em meio ao risco de inflação global

2026/03/18 20:25
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O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), retomou o patamar dos 180 mil pontos (180.409,73 pontos) na sessão desta terça-feira (17), encerrando o dia em alta de 0,30%, no segundo avanço consecutivo.

O movimento foi sustentado pela melhora na percepção de risco no cenário internacional e pela postura mais cautelosa dos investidores às vésperas desta super quarta, quando serão anunciadas as decisões de política monetária aqui no Brasil e nos Estados Unidos.

Entre os destaques do pregão, as ações da Petrobras registrou ganhos de 1,22% (ON) e 1,76% (PN), refletindo a alta do petróleo no mercado internacional, enquanto a Vale teve desempenho mais contido, encerrando em leve alta de 0,15%.

Na ponta negativa, o setor financeiro pressionou o índice. Os papéis do Itaú Unibanco recuaram 0,67%, enquanto o Santander Brasil caiu 1,18%.

Entre as maiores altas do dia, destaque para a Natura (+8,46%) e a CSN (+5,14%). Já na ponta oposta, Magazine Luiza liderou as perdas, com queda de 8,13%.

No câmbio, o dólar encerrou o dia em queda de 0,57% frente ao real, cotado a R$ 5,20 com a melhora do apetite ao risco no exterior.

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No cenário internacional, os mercados globais seguem atentos à primeira decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed) após o início do conflito no Oriente Médio. O consenso é de que os juros sejam mantidos na faixa de 3,5% a 3,75%.

As sinalizações sobre os impactos da guerra no cenário inflacionário serão determinantes para o rumo da política monetária dos EUA. Diante das incertezas, investidores já adiam apostas para o início da flexibilização e reduzem a magnitude dos cortes esperados para este ano.

O foco do mercado também se volta para a comunicação de Jerome Powell, que deve calibrar as expectativas sobre o início do ciclo de cortes (hoje dividido entre setembro e dezembro) e sua intensidade, com uma ou duas reduções ainda em 2026.

No Brasil, o desafio recai sobre o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que chega à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sob pressão para preservar a credibilidade da política monetária no início do ciclo de afrouxamento.

Antes da escalada do conflito no Oriente Médio, a expectativa era de um corte de 0,5 p.p. Agora, o consenso migrou para uma redução mais cautelosa, de 0,25 p.p., levando a Selic a 14,75% ao ano.

A disparada do petróleo e o impacto recente no IPCA reforçam o tom de prudência, a ponto de parte do mercado já considerar a possibilidade de manutenção da taxa. Um levantamento do BTG Pactual mostra que apenas 17% ainda projetam corte de 0,50 p.p., enquanto 12% veem a Selic inalterada.

Como fator adicional de risco, a iminente paralisação dos caminhoneiros, pode ser deflagrada até o fim de semana, em protesto contra o reajuste do diesel e as condições de frete. A mobilização, ainda em negociação entre lideranças e entidades do setor, pode atingir portos e ganhar dimensão nacional, elevando a pressão inflacionária em um momento já sensível para o Banco Central.

O episódio reacende a memória da crise de 2018 e coloca o Copom em posição ainda mais delicada, diante do risco de novos choques de preços. Nem mesmo o pacote do governo — que zerou PIS/Cofins e ampliou subsídios ao diesel — foi suficiente para conter a insatisfação da categoria.

Isso porque, logo na sequência, a Petrobras reajustou o diesel em 11,6% nas refinarias e pode promover novos aumentos para reduzir a defasagem em relação aos preços internacionais, mantendo o cenário de incerteza no radar das autoridades.

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Manchetes desta manhã

  • Após quatro anos de jejum, bolsa brasileira deve ter novas aberturas de capital  (Valor)
  • Governo vai aumentar fiscalização digital de frete de caminhões e punir empresa que descumprir piso (Folha)
  • PF investiga se desvios do INSS foram transferidos para agência de viagens usada por Lulinha e amiga (Estadão)
  • Governo prepara pacote para conter insatisfação de caminhoneiros com preço do diesel ( O Globo)
  • Brasil amplia ganho na China, mas vê déficit com EUA disparar (Valor)

Mercado global opera em alta em meio às expectativas sobre juros

As Bolsas da Europa seguem a tendência de ganhos da véspera, com investidores atentos às tensões geopolíticas envolvendo EUA, Israel e Irã e às decisões de juros do Fed.

Também são esperadas as decisões do Banco Central Europeu (BCE) e Banco da Inglaterra (BoE), amanhã, que também devem ser de manutenção dos juros.

Na Ásia, os mercados fecharam em alta na sessão desta quarta-feira, impulsionados pelo setor de tecnologia, com destaque para Kospi e Nikkei, diante do otimismo com a demanda por IA e avanços de fabricantes de chips com produtos ligados à computação de próxima geração.

Nikkei e Kospi lideraram os ganhos do pregão, com alta de 2,87% e de 5,04%, respectivamente.

O mercado também acompanha as decisões do Federal Reserve hoje e do BoJ posteriormente, com foco no ritmo de normalização dos juros no Japão.

Em Nova York, os índices futuros retomam o ritmo de alta, com as atenções voltadas para a primeira decisão sobre política monetária do Fed após o início do conflito no Oriente Médio.

Confira os principais índices do mercado:

  • S&P 500 Futuro: +0,49%
  • FTSE 100: +0,39%
  • CAC 40: +1,14%
  • Nikkei 225: +2,87%
  • Hang Seng: +0,61%
  • Shanghai SE Comp: +0,32%
  • Ouro (abr): -0,21%, a US$ 4.997,9 por onça troy
  • Índice do dólar (DXY): +0,04%, aos 99,617 pontos
  • Bitcoin: -0,48% a US$ 74.272,00
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Commodities

  • Petróleo: após recuarem na madrugada, os contratos futuros operam mistos nesta quarta-feira, após alívio inicial com acordo do Iraque para exportação por meio de um oleoduto que vai do Curdistão à Turquia.
    Ainda assim, o mercado segue atento às tensões no Oriente Médio, com riscos persistentes ao fluxo pelo Estreito de Ormuz.
    O Brent/maio valoriza 1,12%, cotado a US$ 104,58 e o WTI/maio recua 0,5%, a US$ 95,05
  • Minério de ferro: fechou em leve queda de 0,12% na bolsa de Dalian, na China, cotado a US$ 117,75/ton.
    Especialistas da Nanhua Futures avaliam que tensões no Estreito de Ormuz podem redirecionar cargas para a China, mas alertam que custos mais altos de combustível tendem a afetar os prazos de entrega.
    Com estoques ainda elevados nos portos, a recomendação é de realização de lucros nos níveis mais altos.

Cenário internacional é de expectativa por decisão sobre os juros

Nos EUA, os investidores seguem atentos às sinalizações de Jerome Powell sobre os impactos da disparada do petróleo nas próximas decisões do Federal Reserve. A leitura é de que a commodity pode adicionar pressão inflacionária e influenciar o timing do início do ciclo de cortes de juros.

Na agenda do dia, o índice de preços ao produtor (PPI) de fevereiro também ganha relevância. Projeção do BTG Pactual aponta desaceleração para 0,3% na base mensal, após alta de 0,5% em janeiro — dado que pode ajudar a calibrar as expectativas de inflação no curto prazo.

No campo geopolítico, o cenário segue tensionado. Apelos de Donald Trump para que aliados contribuam com a reabertura do Estreito de Ormuz foram, em grande parte, ignorados. O presidente chegou a criticar a OTAN por não se envolver no conflito, classificando a postura como um “erro tolo”. Ainda assim, declarações de autoridades americanas sugerindo uma possível resolução da guerra não foram suficientes para aliviar os preços do petróleo.

O conflito também começa a gerar efeitos políticos em Washington. Joseph Kent deixou o cargo em oposição à ofensiva contra o Irã, marcando a primeira baixa relevante na equipe desde o início das hostilidades.

Cenário nacional é de espera pelo comunicado do Copom

No Brasil, as atenções se voltam para a decisão do Comitê de Política Monetária. O choque externo, somado à alta do petróleo, reduziu o espaço para cortes mais agressivos na Selic, que foi mantida em 15% ao ano na última reunião.

Para o BTG, o Banco Central deve optar por uma redução mais cautelosa, acompanhada de sinalização de continuidade do ciclo de flexibilização — condicionada à evolução do cenário macroeconômico.

Enquanto isso, o Tesouro Nacional intensificou sua atuação no mercado, com recompras expressivas de títulos públicos. Apenas ontem, foram R$ 9,4 bilhões em papéis prefixados e R$ 7,1 bilhões em NTN-Bs.

Desde o início da semana, as operações já somam R$ 43,9 bilhões, um volume recorde. Ainda assim, o movimento não foi suficiente para conter a alta dos juros na sessão anterior, refletindo a cautela dos investidores diante do cenário de incerteza.

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Destaques do mercado corporativo

  • Petrobras: o Ministério Público Federal reiterou o pedido de suspensão da licença ambiental para operações na Foz do Amazonas e solicitou a transferência do julgamento para o Pará.
    Em paralelo, a companhia informou que seu décimo contrato de venda de propeno para a Braskem somou R$ 50,1 milhões, envolvendo 13,2 mil toneladas via realocação entre refinarias.
  • Eletronuclear: recebeu aprovação da Aneel para emissão de debêntures conversíveis em ações no valor de R$ 2,4 bilhões, com prazo de 10 anos, com recursos destinados à extensão da vida útil da usina de Angra 1.
  • Klabin: teve seu rating corporativo reafirmado em AAA.br pela Moody’s, com perspectiva estável, e anunciou o desembolso de US$ 229,5 milhões para o resgate antecipado de green bonds com vencimento em 2027.
  • Vamos: aprovou a 15ª emissão de debêntures, no valor de R$ 500 milhões, com prazo de 66 meses e remuneração equivalente a CDI + 2,17% ao ano.
  • BRB: após o governo do Distrito Federal derrubar decisão judicial contrária, o banco cancelou a assembleia geral extraordinária que trataria de sua capitalização.

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