Vídeos analisados pelo "The New York Times" contradizem versão oficial do Departamento de Segurança InternaVídeos analisados pelo "The New York Times" contradizem versão oficial do Departamento de Segurança Interna

Homem morto nos EUA segurava celular, não uma arma, diz jornal

2026/01/25 19:39

Vídeos publicados nas redes sociais e verificados pelo jornal “The New York Times” parecem contradizer a versão oficial do DHS (Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos) sobre a morte do cidadão norte-americano Alex Jeffrey Pretti, 37 anos, por agentes do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA) no sábado (24.jan.2026), em Minneapolis.

De acordo com o DHS, o episódio começou depois que um homem “abordou agentes da Patrulha da Fronteira dos EUA com uma pistola semiautomática de 9 mm” e eles tentaram desarmá-lo. O comunicado oficial, no entanto, não especificou se a arma estava nas mãos do homem ou em seu corpo. Também não foram divulgados o número exato de agentes envolvidos nem a quantidade de disparos.

As imagens registradas pelas pessoas que estavam no local mostram, no entanto, que Pretti estava segurando um celular, não uma arma, antes de os agentes o derrubarem no chão e atirarem nele.

“Um pequeno grupo de manifestantes está na rua, conversando com um agente federal enquanto apitos soam. Pretti parece estar filmando a cena com seu celular e controlando o trânsito. Um agente começa a empurrar os manifestantes e a jogar spray de pimenta em seus rostos”, diz o jornal norte-americano sobre os vídeos.

“Nesse momento, Pretti está com as duas mãos claramente visíveis. Uma segura o celular, enquanto a outra o protege do spray de pimenta. Ele se move para ajudar um dos manifestantes atingidos pelo spray, enquanto outros agentes se aproximam e o puxam por trás. Vários agentes lutam com Pretti antes de o obrigarem a ajoelhar. Ele parece resistir, enquanto os agentes agarram suas pernas, pressionam suas costas e o golpeiam repetidamente”, diz o jornal.

De acordo com o New York Times, cerca de 8 segundos depois de ser imobilizado, os agentes gritaram que ele estava armado.

“O mesmo agente que se aproximou de mãos vazias retira uma arma do meio do grupo, que parece corresponder ao perfil de uma arma de fogo que o DHS disse pertencer a Pretti. As imagens sugerem que os agentes parecem tê-lo sob controle, com os braços presos perto da cabeça. Assim que a arma surge em meio a confusão, outro agente aponta sua própria arma para as costas de Pretti e dispara um tiro à queima-roupa. Em seguida, ele efetua outros disparos, até que o homem cai. Um 3º agente saca uma arma. Ambos os agentes parecem disparar tiros adicionais contra Pretti enquanto ele permanece imóvel”, afirma a análise feita pelo jornal. Ao menos 10 tiros parecem ter sido disparados em um intervalo de 5 segundos, de acordo com os vídeos.

Assista ao vídeo analisado pelo jornal “The New York Times”:

No sábado (24.jan), o presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), comentou o caso em publicação em seu perfil na Truth Social. Disse que autoridades de Minnesota estimulam “insurreição” e afirmou que agentes federais devem “fazer seu trabalho”. Declarou que a operação no Estado prendeu 12.000 imigrantes ilegais, descritos por ele como “criminosos” e “violentos”.

“Os agentes tentaram desarmar o suspeito, mas ele resistiu violentamente. Temendo por sua vida e pela segurança dos colegas, um agente disparou em legítima defesa”, declarou a secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, no sábado (24.jan). “Essa violência é diretamente alimentada pela retórica odiosa dos políticos defensores de cidades-santuário em Minnesota. Isso precisa acabar agora”, acrescentou.

Assista à declaração:

Este é o 2º caso fatal envolvendo agentes do ICE em Minneapolis em 2026. Em 7 de janeiro, a cidadã norte-americana Renee Good, de 37 anos, foi morta por disparos durante outra operação federal.

Nas últimas semanas, o governo dos EUA enviou quase 3.000 agentes de imigração para Minnesota. O objetivo é fortalecer as ações contra pessoas suspeitas de estarem no país ilegalmente e investigar fraudes no Estado. A medida vem sendo fortemente criticada por autoridades como o governador Tim Walz (Democrata) e o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey. As ações dos agentes provocaram uma onda de protestos na região.


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