São Paulo — Thu, Feb 12, 2026 — O mercado de criptomoedas tenta se estabilizar após uma sequência de quedas. O bitcoin (BTC) voltou a operar na faixa de US$ 67 mil–US$ 68 mil nesta quinta-feira (12), ainda abaixo da resistência psicológica de US$ 70 mil, enquanto o ethereum (ETH) ensaia recuperação perto de US$ 2 mil.[fonte]
O pano de fundo combina técnicos fragilizados no curto prazo, com fluxos institucionais que sugerem formação de suporte — e, no Brasil, o debate tributário volta ao centro, com a equipe econômica estudando aplicar IOF sobre compras de criptoativos.
Levantamentos do dia indicam que o BTC segue “travado” abaixo de US$ 70 mil e que o sentimento do mercado permanece cauteloso após perdas recentes. Em reportagem sobre o desempenho diário, a BeInCrypto aponta que o mercado cripto chegou a perder US$ 43 bilhões em valor, com investidores em modo defensivo.[fonte]
Do ponto de vista técnico, análises publicadas por plataformas de mercado também destacam um cenário ainda pressionado, com o BTC abaixo de médias móveis relevantes no curto prazo — sinal de que a recuperação, por enquanto, acontece mais como repique do que como tendência estabelecida.[fonte]
Apesar da instabilidade, sinais de acúmulo por grandes carteiras chamaram a atenção. Segundo o InvestNews, endereços com pelo menos 1.000 BTC teriam comprado cerca de 53 mil BTC na última semana, movimento interpretado como tentativa de sustentar preços em região de suporte.[fonte]
Na mesma linha, o Money Times mencionou entrada líquida em ETFs à vista de bitcoin nos EUA na semana, sugerindo que parte do capital institucional volta a testar o apetite por risco após a correção.[fonte]
Outro vetor observado por investidores é o avanço de produtos tradicionais em infraestrutura cripto. De acordo com cobertura do tema, a BlackRock vem ampliando a presença do seu token ligado a Treasuries (BUIDL) em ambientes de finanças descentralizadas (DeFi), como a Uniswap — um sinal de que a tokenização segue ganhando tração mesmo em um mercado mais avesso a risco.[fonte]
Na prática, esse tipo de movimento tende a reforçar uma narrativa que atravessa 2025–2026: cripto como trilho tecnológico para distribuição e liquidação de ativos (inclusive os de renda fixa), não apenas como aposta direcional de preço.
No Brasil, o debate regulatório e tributário voltou a ganhar peso no fluxo de notícias. Coluna da Forbes Brasil afirma que a equipe econômica estuda aplicar IOF de 3,5% sobre a compra de criptomoedas, em minuta ainda em discussão.[fonte]
Se a proposta avançar, o tema deve gerar impacto principalmente em:
O comportamento do BTC abaixo de US$ 70 mil também dialoga com um ambiente global de incerteza geopolítica e reprecificação de risco. Em 2026, o mercado segue sensível a temas como fragmentação de cadeias produtivas e disputa tecnológica — fatores que, historicamente, aumentam a demanda por instrumentos líquidos e pressionam ativos mais voláteis em episódios de aversão a risco.
Fontes consultadas: Money Times (12/02/2026), InvestNews (12/02/2026), BeInCrypto (12/02/2026), Forbes Brasil (fev/2026), DailyForex (12/02/2026) e atualização de mercado da Binance.[fonte]


