A altitude de La Paz ultrapassa os 3.600 metros de altura e dita completamente o ritmo de vida da capital administrativa da Bolívia. Consequentemente, o ar rarefeito castiga os turistas desavisados que chegam de avião e tentam correr pelas ruas íngremes no primeiro dia.
Primeiramente, a baixa pressão atmosférica diminui a quantidade de oxigênio que entra nos pulmões a cada respiração profunda que o turista dá. O cérebro detecta essa falha rapidamente e aciona um estado de alerta que acelera os batimentos cardíacos para compensar a deficiência invisível. Dessa forma, o viajante sente dores de cabeça latejantes, náuseas fortes e um cansaço físico extremo ao carregar uma simples mala leve nas montanhas dos Andes.
Por outro lado, os moradores locais possuem pulmões maiores e sangue espesso com mais glóbulos vermelhos para capturar o pouco oxigênio disponível. O corpo deles suporta o esforço físico bruto nas ladeiras da cidade sem demonstrar nenhum sinal claro de fadiga extrema. A genética privilegiada andina diferencia os nativos vigorosos dos visitantes estrangeiros que caminham lentamente pelas calçadas buscando ar fresco.
Saiba como lidar com os efeitos da altitude em La Paz e proteger sua saúde durante os primeiros dias na cidade – Imagem ilustrativa
O turista precisa obrigatoriamente descansar nas primeiras vinte e quatro horas dentro do quarto de hotel antes de encarar os passeios turísticos longos. Os guias turísticos da Bolívia oferecem o tradicional chá quente de folhas de coca que dilata os vasos sanguíneos e alivia a forte dor de cabeça imediatamente. A hidratação agressiva com litros de água pura salva o corpo da desidratação invisível que o ar seco da montanha provoca silenciosamente.
Listamos as regras de ouro para sobreviver aos primeiros dias na cidade alta.
O governo boliviano revolucionou a mobilidade urbana instalando a maior rede de teleféricos públicos modernos do mundo inteiro nos céus da cidade. O famoso sistema Mi Teleférico cruza os bairros flutuando silenciosamente sobre o trânsito caótico e evita que o cidadão suba ladeiras esgotantes a pé. O passageiro viaja sentado confortavelmente e curte uma visão panorâmica espetacular da Cordilheira dos Andes nevada que cerca o vale profundo.
Apresentamos a diferença brutal de tempo e esforço entre os meios de transporte locais.
| Meio de Transporte | Esforço Físico Exigido | Eficiência no Trânsito da Cidade |
|---|---|---|
| Caminhada nas Ladeiras | Altíssimo (Esgota o oxigênio do turista) | Péssima (Lento e muito cansativo) |
| Micro-ônibus Tradicional | Baixo (Passageiro viaja espremido) | Ruim (Fica preso em engarrafamentos longos) |
| Rede Mi Teleférico | Nulo (Embarque no nível da rua) | Excelente (Cruza a cidade em minutos rápidos) |
No canal Mundo Sem Fim, com 1,91 milhão de inscritos, você conhece La Paz, na Bolívia, uma cidade caótica e ao mesmo tempo encantadora:
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Os times de futebol do Brasil e da Argentina tremem de medo quando o sorteio da Copa Libertadores marca um jogo noturno no temido estádio Hernando Siles. A bola viaja muito mais rápido pelo ar fino, destruindo o tempo de reação dos goleiros que jogam perto do nível do mar. Sendo assim, os jogadores visitantes frequentemente recorrem a cilindros de oxigênio puro no vestiário durante o intervalo para evitar desmaios no campo.
A capital boliviana usa essa vantagem geográfica implacável como uma verdadeira arma tática imbatível nas competições esportivas da América do Sul. Quem planeja visitar essa joia cravada nos Andes precisa respeitar a natureza extrema e deixar o orgulho de atleta no fundo da gaveta. O ar rarefeito ensina a valiosa lição da humildade para qualquer aventureiro orgulhoso que subestima o poder imenso das montanhas geladas.
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