A renda domiciliar per capita do Brasil foi de R$ 2.316 em 2025. O valor foi divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta 6ª feira (27.fev.2026). Eis a íntegra (PDF – 829 kB).
O indicador serve de base para o rateio do FPE (Fundo de Participação dos Estados) porque orienta a divisão de recursos federais e influencia transferências obrigatórias, o que afeta diretamente o caixa dos Estados e do Distrito Federal.
O levantamento é utilizado pelo TCU (Tribunal de Contas da União) para calcular as cotas do fundo. Pela Lei Complementar 143 de 2013, o tribunal considera o inverso do rendimento domiciliar per capita para definir os percentuais de cada unidade da Federação, o que dá mais peso relativo aos entes com menor renda média.
Entre as UFs (Unidades da Federação), o maior rendimento foi registrado no Distrito Federal, com R$ 4.538. Na outra ponta, o Maranhão teve R$ 1.219, o menor valor do país. A diferença entre o maior e o menor resultado foi de R$ 3.319.
Depois do Distrito Federal, os maiores rendimentos foram observados em São Paulo (R$ 2.956), Rio Grande do Sul (R$ 2.839) e Santa Catarina (R$ 2.809). Entre os menores valores, além do Maranhão, aparecem Ceará (R$ 1.390), Acre (R$ 1.392) e Pará (R$ 1.420).
O rendimento domiciliar per capita considera a soma dos ganhos de todos os moradores –trabalho formal e informal, aposentadorias, pensões e outras receitas– dividida pelo número de pessoas no domicílio.
O cálculo usa os rendimentos brutos recebidos no mês de referência e integra as informações coletadas ao longo dos 4 trimestres de 2025 pela Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra em Domicílios).


